Impurities: an aesthetic reflection

Tânia Moreira

Resumo


A história das ideias estéticas explorou, desde os seus primórdios, uma incompatibilidade entre estética e perfeição. Isso explica, por um lado, a tensão que encontramos em Platão e Aristóteles entre a teoria prescrita e a prática; mas também, por outro lado, a reivindicação moderna da imperfeição como um atributo da obra de arte em autores como Victor Hugo e Baudelaire. De facto, essa reivindicação só foi possível na esteira da terceira Crítica kantiana, que relançou os fundamentos da estética ao mesmo tempo que afastou a ideia de perfeição como finalidade. Este ensaio propõe que a estética da imperfeição assenta não numa apologia do acaso e do erro, mas antes que a falha nasce no exercício da liberdade máxima aliada a uma máxima exigência. Quer na criação, quer na recepção, a experiência estética implica mover-se num curso arriscado, sem garantias ou segurança.


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