A Envolvente da Morte no contexto das Crises de Mortalidade em Lisboa (2.ª Metade do Séc. XVI – inícios do Séc. XVII)

Delminda Maria Miguéns Rijo

Resumo


A abordagem à História de Lisboa a partir do estudo de documentação eclesiástica e administrativa produzida nos séculos XVI e XVII conduziram-nos o olhar para a narrativa da morte. Um olhar duplo.
O primeiro enfoque enquanto fenómeno integrado no quotidiano, com incidência na preparação para o Além, a definição do local, as últimas disposições e os agentes envolvidos – campo sa-grado, testamentos e confrarias e práticas funerárias. A passagem do lugar da sepultura, que da esfera do templo sacramentado passou para as necrópoles públicas.
O segundo enfoque incide na mortalidade, sobretudo a extraordinária, objeto de uma análise exploratória diferencial por freguesias num cenário onde a deflagração periódica de epidemias era sempre causa de grande transtorno, desde o alarme social à arrebatada elevação do número de óbitos. Diferenciamos as epidemias que ficaram conhecidas como a Peste Grande de 1569 e a Peste Pequena de 1598, ambas integradas em crises de mortalidade de maior amplitude cronológica.


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