Especulação, Tecnodiplomacia e os caminhos-de-ferro co-loniais entre 1857 e 1881

Hugo Silveira Pereira

Resumo


Antes da efetiva abertura das primeiras linhas-férreas nos seus domínios ul-tramarinos de Angola, Moçambique e Índia na década de 1880, Portugal foi confrontado com um conjunto de propostas de natureza especulativa para a construção de caminhos-de-ferro nesses mesmos territórios. Esses projetos, vagos, especulativos e inseridos no jogo tecnodiplomático entre Portugal e o Reino Unido, acabaram por não se realizar, marcando um período de apren-dizagem por parte das autoridades nacionais no que respeitava ao investimento ferroviário nas colónias. Este artigo propõe-se a analisar essas propostas, tendo também em conta a prévia experiência ferroviária na metrópole, explicitando as razões pelas quais não se concretizaram. Para tal, recorreremos a fontes guardadas em arquivos portugueses (Arquivo Histórico Ultrama-rino e Arquivo Histórico-Diplomático) e ingleses (The National Archives e British Library), exami-nadas à luz do exemplo descrito por Lopes Vieira para a especulação ferroviária em Portugal na década de 1840 e ao conceito de tecnodiplomacia.

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