A estruturação de um sector indusreial - a pasta de papel

Jorge Fernandes Alves

Resumo


0 presente texto esboça a emergência do sector da celulose em Portugal, nos quadros da inovação tecnológica verificada  a nível internacional e do atraso verificado na industria portuguesa  deste sector.  Depois de se caracterizar o sector papeleiro português nos anos 30, sublinha-se o papel do Estado para a implernentação da indústria da pasta de papel a partir da madeira, a partir da elaboração de um novo quadro jurídico, em que se procura contornar o condicionamento industrial pelo novo dispositivo das industrias de base. A Companhia Portuguesa de Celulose torna-se a empresa que emerge destas preocupações, mas só tardiamente  consegue organizar-se,  com o apoio do Plano Marshall  e, posteriormente,  dos pianos de fomento.  Vocacionada para a produção de pasta de pinho e de vários tipos de papel, a CPC acaba  por descobrir as potencialidades de um produto novo - a pasta de eucalipto pelo processo kraft, ao qual vai subordinar toda a sua atenção, uma vez conquistado  o mercado internacional. A CPC funcionou  como escola na promoção do produto e na formação de técnicos, tendo-se verificado nos anos 60 uma explosão de pedidos de instalação de novas fabricas. Em 1975,  o sector vai ser nacionalizado, dando origem a um fenómeno de concentração que se traduz  na criação da Portucel, Empresa Publica.


 


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