Africana Studia https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia <p>A <em><strong>Africana Studia</strong></em> (AS) é uma publicação científica e interdisciplinar sobre <strong>África</strong> e <strong>sociedades africanas</strong>.</p> <p>A sua periodicidade é <strong>semestral</strong>.</p> Faculty of Arts and Humanities of University of Porto |Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto pt-PT Africana Studia 0874-2375 <p>Os autores cedem à Revista Africana Studia o direito exclusivo de publicação dos seus textos, sob qualquer meio, incluindo a sua reprodução e venda em suporte papel ou digital, bem como a sua disponibilização em regime de livre acesso em bases de dados.</p> <p>As imagens, no caso de serem originais e enviadas por via postal, serão devolvidas se assim for explicitado pelos autores.</p> <p>A <em>Africana Studia</em> é uma revista de acesso aberto que visa promover a divulgação e o debate da investigação científica. Todos os artigos aceitos são, portanto, publicados gratuitamente para autores e editores.</p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> Resumos/Abstracts https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11306 <p>.</p> Africana Studia Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 André Delpuech https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11294 <p>.</p> Egídia Souto Jean-Louis Georget Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Africana Studia nº 35 https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11308 <p>.</p> Africana Studia Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Editorial https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11275 <p>.</p> Jean-Louis Georget Richard Kuba Egídia Souto Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Oral Traditions and Human Development in Africa: Lessons from the Ibibio- -Speaking People of Nigeria https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11295 <p>This paper examines the concept of oral traditions (oral literature) in Africa, and its relevance to human development. It draws attention to the richness of indigenous knowledge contained in oral literature and demonstrates how the characters of individuals within a community can be molded by the values embedded in oral literature. The paper argues that the issue with development, especially in Africa, is that it is often seen only from the viewpoint of industrialization or productivity, thereby<br>neglecting the need to transform the human mind.<br>Oral literature is at the center of human development because, like the function of literature itself, it promotes ethically driven actions, by educating on what ought to be and not just what is. It concludes that any discussion on development and social change in Africa, and possibly beyond, will be incomplete if adequate attention is not given to the oral literature or traditions of the African people. Every knowledge-led development strategy of any nation must be built on a solid foundational core of an understanding of values. As Africans, to craft a better future, we need to understand the lessons of our past, and this is to be achieved by a reconsideration of the values and principles enshrined in the oral traditions of these communities and cultures.<br><strong>Keywords:</strong> Oral traditions, literature, human development, Africa.</p> Edidiong C. Ibanga Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 O legado de Amílcar Cabral reproduzido em jovens líderes comunitários cabo- -verdianos https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11297 <p>Amílcar Cabral constitui uma referência política, histórica e humanista para África e para o mundo contemporâneo. Os valores ideológicos por ele defendidos passaram de geração em geração e espelhavam-se num novo modelo de pensar África.<br>Uma África capaz de caminhar por si mesma, com mais e melhor autonomia sob os mais diversos prismas e realidades sociais e assente numa juventude que luta permanentemente por mais e melhores oportunidades por via da promoção do desenvolvimento comunitário. Com base na pesquisa bibliográfica e documental e na análise de conteúdo das entrevistas, este estudo tem como principal objetivo analisar a reprodução imaginária do legado de Amílcar Cabral nos jovens líderes comunitários e a sua materialização na definição de projetos que impulsionam o desenvolvimento local, fazendo jus à mobilização de recursos que permitam reivindicar as melhores condições de vida dos cidadãos.<br><strong>Palavras-chave:</strong> A mílcar Cabral, jovens líderes comunitários, desenvolvimento local.</p> Paulino Oliveira do Canto Davidson Arrumo Gomes Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Mujer guineoecuatoriana y política sexual en la novela colonial del franquismo https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11299 <p>Este artigo explora a representação das mulheres equato-guineenses em três romances coloniais publicados durante o franquismo: Fang-Eyeyá (Cosas de la Guinea) (1950) de Germán Bautista Velarde, Efún (1955) de Liberata Masoliver e Tierra<br>negra (1957) de Domingo Manfredi Cano. Os estudiosos negligenciaram durante muito tempo a literatura colonial espanhola que se ocupava da Guiné Equatorial, embora nos últimos anos um número crescente de estudos tenha sublinhado a relevância destas narrativas para a compreensão da dinâmica colonial, da propaganda estatal e da construção da alteridade na nação espanhola. Este ensaio centra-se em retratos de mulheres africanas que, apesar de serem personagens secundárias<br>no enredo, tinham uma importância central no impulsionamento de certas teses ideológicas sobre o colonialismo e a normatividade de género na Espanha franquista. Estes três romances partilham uma afinidade com o regime de Franco e os seus valores ultraconservadores de género. No entanto, cada obra aborda de forma diferente a representação das mulheres africanas, demonstrando prioridades divergentes, mas também uma variedade de contradições e receios sobre a política sexual do colonialismo franquista.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Mulheres equato-guineenses, literatura colonial.</p> Diana Arbaiza Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 De quelques surprises tardives et de plusieurs passions avouables https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11301 <p>.</p> René Pélissier Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Maguèye Kassé/ Ibrahima Silla/ Abdoulaye Diallo (Eds.), Abdoulaye Diallo, peintre de N’Gor https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11303 <p>.</p> Maguèye Kassé Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Morier-Genoud (Eric). Catholicism and the Making of Politics in Central Mozambique, 1940-1986 https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11305 <p>.</p> Michel Cahen Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Les grandes lignes d’un monde mythique insoupçonné. Des rythmes, de la temporalité et de la place du sujet dans l’art rupestre paléolithique https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11276 <p>Les points analysés sont relatifs à la temporalité dans les productions et dans l’existence du sujet, mais aussi au rôle du langage et des rythmes dans le processus de la figuration symbolique de l’art paléolithique des grottes et des abris.<br>Sans que les résultats apportent de nouvelles hiérarchies et distinctions dans l’épaisseur temporelle du phénomène artistique figuratif puissant de 35 millénaires, ils permettent de mettre en évidence des critères d’homogénéité et de régularité qui singularisent la structure du dispositif mythologique à l’oeuvre dans le monde des sapiens modernes de l’espace sud européen et africain, sinon au-delà.<br>Ces réflexions sur la place du sujet, de la technique et des rythmes dans l’élaboration et la transmission des récits et des mythes aux aurores de l’aventure humaine, bien avant le broyage progressif de la pensée mythologique aux cours de l’époque historique, sont abordées dans le sens où A. Leroi-Gourhan en convoquait le développement dans Le geste et la parole en 1965.</p> <p><strong>Mots-clés:</strong> paléolithique, art rupestre, pensée mythique, rythmes.</p> Jean-Michel Geneste Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Arts préhistoriques européens et africains. Typologie des modes d’être https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11277 <p>À partir d’une étude comparée de l’art paléolithique franco-cantabrique, d’une part, et de l’art néolithique africain (celui du Messak libyen et celui des San d’Afrique australe), d’autre part, cette étude se propose de mettre en évidence les enjeux de leurs différences en termes de mode d’être au monde. Il s’agit ici de savoir ce qui se joue dans le passage des cultures paléolithiques aux cultures en voie de néolithisation, et ainsi de penser la mythologie comme une forme narrative archaïque de leur distinction.</p> <p><strong>Mots-clés:</strong> Art paléolithique, Néolithique africain.</p> Philippe Grosos Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Antériorité et richesse de la poterie africaine https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11311 <p>Depuis p lus d e q uarante a ns, c orrespondant pour une large part à notre parcours africaniste, les recherches archéologiques en Afrique ont largement contribué au renouvellement des connaissances sur la poterie. Elle apparaît tôt dans ce vaste continent, il y a plus de 10 000 ans, au Pays dogon et sur les marges des massifs centraux du Sahara, en lien avec une exploitation des graminées sauvages, traduisant un nouveau rapport entre l’homme et son environnement et accréditant<br>l’idée d’une néolithisation précoce due à de meilleures conditions climatiques. La poterie ne tarde pas à se généraliser sur une large partie du continent, tant pour la fin de la Préhistoire qu’à la Protohistoire, en offrant une diversité de formes et de dimensions qui ne cesse de s’enrichir. Elle devient un formidable marqueur pour les états sahéliens et soudanais qui s’épanouissent au cours du premier millénaire de notre ère et au-delà.<br>Jusqu’aux bourrasques de l’époque actuelle, la poterie continue de jouer une place essentielle dans le quotidien et le sacré, tout en faisant preuve d’une grande richesse et créativité. De nombreux pays africains détiennent toujours d’importants ateliers de poteries traditionnelles. Certaines productions fascinent par leur singularité et leur modernité.<br>L’ethnoarchéologie permet de mieux en saisir les caractères techniques et sociaux. Nous évoquerons encore l’ancrage de la poterie dans les cosmogonies et croyances africaines, témoignage de sa longue évolution et de toute l’importance symbolique attachée à la terre argileuse, à l’eau et au feu.<br><strong>Mots-clés:</strong> Poterie africaine, Sahara, Sahel, Néolithique, Protohistoire, archéologie, ethnoarchéologie<br><br></p> Michel Raimbault Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Arquétipos mitológicos universais: alguns exemplos na Mitologia Africana https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11283 <p>Os estudos etnológicos, antropológicos, filosóficos e filológicos, em conjunto com os contributos de variantes das Ciências da Religião ou ciências das religiões, têm vindo a identificar, sobretudo a partir do primeiro quartel do século XX, um conjunto de<br>mitos e de ritos que, em circunstâncias e contextos particulares, parecem desafiar a história e a fixação de diferentes culturas, colocando em causa o enquadramento espácio-temporal em que floresceram e se manifestam. Constataremos assim como<br>estes arquétipos se manifestam em algumas culturas africanas, sem prejuízo dos preconceitos hermenêuticos que possam revelar as interpretações europeias contemporâneas acerca dos mesmos, dando, para isso, particular atenção aos seus ritos.<br>Naturalmente, dada a vastidão, a diversidade e a riqueza das etnias africanas, cingiremos o nosso estudo a alguns exemplos do Norte de África e a outros da África subsariana.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Mito, Rito, Arquétipos Mitológicos, Mitologia Africana.</p> Luís Lóia Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Comment le monde vaudou vint au monde? Un exemple haïtien https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11285 <p>En recueillant une tradition de création du monde du vaudou haïtien (cosmogonie et théogonie), on verra comment il est possible de la rattacher à quelques fondamentaux d’Afrique de l’Ouest et de traditions occidentales. On s’intéressera notamment à la mise en place des premières entités divines, et à l’apparition des hommes en montrant le caractère éminemment composite et hétérogène de ces récits des premiers temps.<br><strong>Mots-clés:</strong> Cosmogonie, théogonie, anthropologie, ethnologie.</p> Philippe Charlier Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Mythologie africaine, mythologie européenne: la question de l’Égypte https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11287 <p>Dès 1954 et la publication de son premier grand ouvrage «Nations nègres et cultures», Cheikh Anta Diop remet en cause les fondements de la culture occidentale relatifs à l’origine, à la genèse et à l’évolution de l’humanité ́ et démontre que l’Egypte<br>ancienne, ses habitants et les civilisations qu’elle a développées appartiennent au monde négro-africain. L’une des grandes finalités de son travail est la restauration de la conscience historique africaine, c’est-à-dire d’aller à l’encontre de ce que les Européens avaient écrit depuis Hegel et de redonner aux Africains la conscience d’avoir une histoire: «Les études africaines ne sortiront du siècle vicieux où elles se meuvent, pour retrouver tout leur sens et leur fécondité, qu’en s’orientant vers la vallée<br>du Nil». En ceci, il redonne à l ’Afrique une unité continentale qui va de la préhistoire à l’histoire contemporaine, bouleversant ainsi les schèmes interprétatifs construits par les Européens pour appréhender le continent noir.<br><strong>Mots-clés:</strong> Égypte, origines, Europe, Afrique.</p> Jean-Louis Georget Richard Kuba Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Agostinho da Silva e a experiência do CEAO: Centro de Estudos Afro-Orientais. Na redescoberta das raízes africanas do Brasil: o triângulo lusófono https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11289 <p>Na nossa comunicação, iremos reconstituir a visão de Agostinho da Silva acerca do Brasil, salientando alguns marcos da sua vivência nesse país – em particular, o seu papel na criação do “CEAO: Centro de Estudos Afro-Orientais”, visando a redescoberta<br>das raízes africanas do Brasil.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Agostinho da Silva, Brasil.</p> Renato Epifânio Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 The Hands of the Blacks Racism and Myths of Origin https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11291 <p>This paper discusses some mythical accounts from different sources about skin colour, using as a starting point the short story “As mãos dos pretos” [The hands of the blacks] by the Mozambican author Luís Bernardo Honwana. It was published in book<br>form in 1964, a previous version having been issued in a newspaper.<br><strong>Keywords:</strong> racism, myths of origin, Mozambique, Luís Bernardo Honwana.</p> Francisco Topa Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35 Mia Couto: Mito, Filosofia e Cosmogonias https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/11293 <p>De alguns pressupostos filosóficos no pensamento e obra de Mia Couto, analisar-se-á, tendo como base os imaginários decorrentes dos mitos das origens, a forma como o autor capta a essencialidade base de ser/estar no mundo a partir de um modo situadamente universal, tendo como ponto de partida o conto “Lenda de Namarói”.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Mia Couto, mitologia, filosofia, tradição oral.</p> Egídia Souto Maria Celeste Natário Direitos de Autor (c) 2022 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-26 2022-01-26 1 35