Africana Studia https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia <p>A <em><strong>Africana Studia</strong></em> (AS) é uma publicação científica e interdisciplinar sobre <strong>África</strong> e <strong>sociedades africanas</strong>.</p> <p>A sua periodicidade é <strong>semestral</strong>.</p> Faculty of Arts and Humanities of University of Porto |Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto pt-PT Africana Studia 0874-2375 <p>Os autores cedem à Revista Africana Studia o direito exclusivo de publicação dos seus textos, sob qualquer meio, incluindo a sua reprodução e venda em suporte papel ou digital, bem como a sua disponibilização em regime de livre acesso em bases de dados.</p> <p>As imagens, no caso de serem originais e enviadas por via postal, serão devolvidas se assim for explicitado pelos autores.</p> <p>A <em>Africana Studia</em> é uma revista de acesso aberto que visa promover a divulgação e o debate da investigação científica. Todos os artigos aceitos são, portanto, publicados gratuitamente para autores e editores.</p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> Angola: apontamentos para uma História Social da Cultura https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10502 <p>Este artigo é dividido em duas partes. Na primeira, apresenta-se uma reflexão a respeito da produção historiográfica, sobretudo a realizada em língua portuguesa, acerca do período colonial em Angola, enfatizando-se o que tem sido feito e o que ainda há por fazer no terreno da história social da cultura. Embora não se faça uma análise quantitativa ou exaustiva da produção dos historiadores sobre Angola, apresentam-se algumas considerações, baseadas nas minhas próprias leituras e impressões.<br>Na segunda parte, discutem-se alguns aspetos do período colonial em Angola, a partir da minha própria pesquisa. Mais do que demonstrar caminhos já percorridos, o objetivo é evidenciar o potencial da história social da cultura para a compreensão da sociedade colonial.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Angola, Colonialismo, Historiografia, História Social da Cultura.</p> Andrea Marzano Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Jogos, lazer e repúdio: conexões e identidades em Moçambique (1960-1984) https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10503 <p>O presente trabalho procura contribuir, numa abordagem socio-antropológica, fontes e alguns aspetos da história, política e social, de grupos que se retratavam através de jogos e brincadeiras de cariz dito “folclórico” como um manifesto político antes e depois da independência de Moçambique. Foca-se, entre outros aspectos, o papel de jogos como o Ntxuva, o Xindiru, assim<br>como o Jóu-Já! o Mba-lele Mbalele, o Pim-pa-pó, Karingana Wha Karingana, a Neca, o Mathakuzana, o Lobo volta amanhã, o Papagaio, o Futebol com Xingufu, o Rolamento, o Matué-twé, o Mapiko, o Tufo, Zore, Nhau, Ngalanga, o Xigubo, analisados como ferramentas impulsionadoras da manifestação de repúdio no lazer das comunidades sob exclusão permanente no acesso aos brinquedos sofisticados. A questão é que alguns destes jogos eram acompanhados de cantigas de repúdio ao sistema de exploração colonial e outros serviam de círculo de contestação nacionalista e revolucionária. Com destaque para a zona sul, tratarei, sobretudo, do jogo de Ntxuva, do caminho-de-ferro de Moçambique, e o Xindiru de Xinhembanine, como conectores no lazer e repúdio em Moçambique.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Jogo, Ntxuva, Xindiru, Moçambique.</p> Calisto Samuel dos Remédios Baquete Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Associativismo sino-moçambicano e o caso do Wushu: história, atualidade e perspetivas https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10504 <p>A presença chinesa em Moçambique data dos meados do século XIX, quando um primeiro grupo de 30 artesãos provenientes de Cantão foram contratados a pedido do então Governador-geral português. Esta comunidade cresceu constantemente na época colonial, originando um movimento associativo, cultural e desportivo que teve como seu ponto culminante o básquete<br>na Beira, com o Atlético Chinês, e uma primeira difusão do Wushu. Depois da independência, apenas uma centena de chineses ficou em Moçambique. As suas atividades culturais e desportivas sofreram uma grave baixa. Apenas neste novo século foram retomadas, graças à devolução, por parte do Estado moçambicano, dos locais onde sempre tinha funcionado o Centro Cultural China-Moçambique e a Escola Chinesa de Maputo (2005) e, também, às atividades ligadas ao Wushu por parte do Mestre Cheng Fu Wang. Mediante um trabalho de observação direta de cerca de um ano, juntamente com entrevistas e conversas informais com os praticantes do Wushu, apresenta-se aqui uma análise do desenvolvimento e das perspetivas desta disciplina em Moçambique. Conclui-se que ela se encontra neste momento fora da fase do puro voluntarismo que a tinha caraterizado até 2014, mas ainda longe de transformar a atual associação em federação, devido à sua concentração na cidade de Maputo.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Cultura chinesa, origens, desporto, difusão.</p> Laura António Nhaueleque Luca Bussotti Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 O combate ao mau cinema: propostas para a exibição de filmes em Cabo Verde dos primeiros anos de independência (1974-1980) https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10505 <p>Considerando a intensa presença do cinema na história de Cabo Verde, o intuito deste artigo é lançar um olhar para as propostas relativas à exibição de filmes veiculadas nos primeiros anos de independência (1974-1980). No mesmo período, as ações do governo no que tange ao esporte, à busca de forjar uma identidade nacional que não se coadunava com a trajetória do arquipélago, se chocaram com uma compreensão historicamente construída acerca da prática (Melo, 2011). O que teria ocorrido com o cinema? Como se deu o debate acerca do tema? Para alcance do objetivo, como fonte se utilizou o Voz di Povo,<br>jornal no qual circulavam os posicionamentos do PAIGC, bem como o Alerta! e o Novo Jornal de Cabo Verde, periódicos lançados no momento de transição para a independência. Conclui-se que as intervenções encaminhadas não lograram sucesso, em parte devido às limitações operacionais, mas também porque o grande conjunto da população se negou a abandonar antigos hábitos.<br><strong>Palavras-chave:</strong> História da África, história do lazer, cinema, Cabo Verde.</p> Victor Andrade de Melo Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Video as a Tool of Learning New Skills https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10509 <p>Video as a Tool of Learning New Skills The proliferation of video viewing by an increasingly digital world population is a practice spreading to every corner of the world. The use of video as a means of learning also known as Video-based Learning (VBL) is also expanding to different regions of the planet. This paper was projected to explore how VBL can help the group of students<br>surveyed in this study to learn new skills. After laying a background about the effectiveness of video in learning and its associated theories, the paper investigated the degree of skill acquisition with the help of video among Algerian youth represented by the study group. The results showed that the group used video extensively, and is familiar with learning new skills through VBL. Most respondents confirmed learning more than one skill in this way.<br><strong>Keywords</strong>: Video-based learning, self-directed learning, skills.</p> Hamid Boudechiche Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Colonialismo-tardio, pós-colonialismo e cultura popular nos subúrbios de Maputo: um olhar a partir da marrabenta (1945-1987) https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10508 <p>O artigo explora questões referentes aos debates bibliográficos, principalmente no campo historiográfico, elaborados a partir de análises circunscritas ao período do colonialismo tardio (1945-1975) e do pós-colonialismo (1975-1987) no sul de Moçambique, estabelecendo um diálogo com a aplicabilidade do conceito de “cultura popular” para os estudos do passado contemporâneo africano. Para isso, lança um olhar sobre uma produção acadêmica que dedicou atenção para alguns aspectos referentes ao campo da produção artística moçambicana, com um enfoque na bibliografia dedicada à análise de variados aspectos que envolvem a formação, criação e consolidação do ritmo musical denominado de marrabenta. O objetivo é o de apresentar uma leitura crítica sobre o estado da arte em que se encontram as investigações sobre o passado moçambicano para o período entre as décadas de 1950 e 1980, salientando algumas críticas e caminhos possíveis de investigação e novas abordagens.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Colonialismo, pós-colonialismo, cultura popular, Moçambique.</p> Matheus Serva Pereira Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Marrabenta: as dinâmicas históricas e socioculturais no contexto do seu surgimento https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10510 <p>Este artigo a aborda a dimensão da marrabenta como um estilo de música tornado símbolo da identidade cultural moçambicana, a partir da década de 1960. Em resposta a diversos questionamentos surgidos o debate público sobre o tema, que intensificaram-se consideravelmente na passagem da década de 2000 para 2010 nos meios de comunicação social do país, o ARPAC – Instituto de Investigação Sócio-Cultural realizou, entre os anos de 2011 e 2014, uma pesquisa com o objetivo de contribuir para a discussão a partir de uma perspetiva etnomusicológica, na qual foram privilegiados três eixos principais<br>de análise: origem, autenticidade e representatividade.<br>Para o efeito, a investigação focalizou o contexto histórico e as dinâmicas sociais que estão na base deste estilo musical considerado como genuinamente moçambicano.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Marrabenta, Moçambique, identidade nacional.</p> Marílio Wane Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Panorama musical numa roça no sul de São Tomé: Ribeira Peixe antes e depois da independência https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10511 <p>Através da análise do panorama musical de Ribeira Peixe, localidade no sul da ilha de São Tomé, observam-se as mudanças nas fronteiras, territoriais e sociais, visíveis e invisíveis. As transformações da situação política e social do arquipélago no período do colonialismo moderno e nos primeiros anos de independência do país refletiram-se na música interpretada e criada por vários grupos socioculturais que habitavam o mesmo espaço. O aumento de porosidade de fronteiras resultou no surgimento de zonas fronteiriças, notáveis nas atividades musicais e de lazer após a independência. Porém, enquanto ocorriam processos de integração social na zona, agudizou-se a sua marginalização.<br>Tal poderá ter estado relacionado com o distanciamento dos demais ilhéus face à comunidade desse lugar, composta de angolares e ex-serviçais.<br>Os depoimentos das pessoas ligadas à criação musical e dos demais habitantes transmitem o sentimento da condição de marginalizados pelas autoridades e pela restante população islenha.<br><strong>Palavras-chave:</strong> São Tomé e Príncipe, música, fronteiras, mudança social.</p> Magdalena Bialoborska Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Sebastião Coelho e a construção sonora da angolanidade https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10512 <p>Neste texto discutimos o papel de Sebastião Coelho (1931-2002), locutor de rádio e produtor independente, editor discográfico angolano, na construção de uma nova angolanidade sonora. Esta angolanidade sonora decorre das expressões literárias da angolanidade da década de 40, e que constituem uma alavanca aos movimentos de luta pela libertação de Angola. Damos conta de como Sebastião Coelho, filho de colonos e nascido em Nova Lisboa (atual Huambo), usa o som, a rádio, e respetivas estruturas empresariais para se opor ao regime colonial no final do império colonial português contribuindo assim para a construção de uma angolanidade sonora.<br>Em termos metodológicos, articulamos a pesquisa de arquivo, focada nos processos PIDE em seu nome, depositados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, com elementos de história oral, recolhidos por via de entrevistas em profundidade<br>com familiares de Sebastião Coelho, e ainda com textos que produziu e publicou depois da independência de Angola.<br><strong>Palavras-chave:</strong> Sebastião Coelho, angolanidade, rádio colonial, colonialismo.</p> Catarina Valdigem Rogério Santos Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Africana Studia nº 34 https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10549 <p>.</p> Maciel Santos Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-22 2021-06-22 1 34 Courriers des «isles», du Cunene, du Rovuma, du Danube et d’ailleurs https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10515 <p>.</p> René Pélissier Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Martine Blanchard. Celles qui partent pour une terre lointaine; Récits de femmes capverdiennes migrantes en France https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10516 <p>.</p> Kaian Lam Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Sónia Vaz Borges. Militant Education, Liberation Struggle, Consciousness: The PAIGC education in Guinea Bissau 1963-1978 https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10517 <p>.</p> Rui da Silva Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Editorial https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10499 <p> </p> <p><br /><br /></p> Augusto Nascimento Aurélio Rocha Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Tho Simões https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10513 <p>.</p> Cláudio Fortuna Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Matheus Serva Pereira https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10514 <p>.</p> Augusto Nascimento Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34 Resumos/Abstracts https://ojs.letras.up.pt/index.php/AfricanaStudia/article/view/10518 <p>.</p> Maciel Santos Direitos de Autor (c) 2021 Africana Studia https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-06-01 2021-06-01 1 34