CORPOS EM TRÂNSITO NO ESPAÇO PÚBLICO
TERRITÓRIOS DE (NÃO) OCUPAÇÃO
Palavras-chave:
Espaço público; Cartografias; Corporalidades; Ocupação; PortoResumo
O espaço público urbano percecionado como um “território” de possibilidades (Sarr, 2022), convoca-nos a compreender as suas dinâmicas, tensões, contradições, num exercício de tomada de consciência crítica de narrativas silenciadas e de corpos ausentes e marginalizados, reforçados por políticas urbanas produtoras de segregação socio-espacial. São corpos que carregam histórias e “cargas”, que vivem em trânsito, marcados por sistemas de dominação e de opressão, imprescindíveis à estruturação e preservação da sociedade patriarcal, racista e capitalista (Vergès, 2023). Importa, por isso, questionar quem habita o espaço público e “[p]olitizar os corpos como territórios a serem defendidos” (Nobre & Moreno, 2020, p.48). O espaço público constitui, deste modo e inequivocamente, um território de disputa, relativamente a quem o ocupa, como é ocupado e em que horários. O Laboratório Local do Porto procurou mapear ausências e invisibilidades no espaço público, e explorar a sua ocupação, numa prática contínua de resistência – poética, afetiva e política – e de imaginar, em coletivo, possibilidades de mudança. A observação de oficinas, intervenções artísticas e de processos de (des)construção colaborativa, e o registo cuidado das mesmas, foram mobilizados na recolha de vivências para compreender as suas implicações na (não) ocupação do espaço público.
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