Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL <p><em>Linguística – Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto</em> aceita propostas de artigos originais sobre qualquer tópico da Linguística, resultado de investigação fundamental e aplicada, em qualquer quadro teórico.</p> pt-PT <p> </p> <p> </p> linguistica@letras.up.pt (António Leal) mselas@letras.up.pt (Mariana Selas) Tue, 14 Dec 2021 13:37:52 +0000 OJS 3.3.0.3 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Volume completo https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11398 <p>.</p> Linguística Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11398 Tue, 22 Feb 2022 00:00:00 +0000 Fotobiografia https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11051 <p>.</p> Linguística Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11051 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Manole, Veronica. O debate parlamentar em português (Portugal, Brasil) e romeno: análise pragmático‑discursiva. Cluj‑Napoca: Casa Cărţii de Ştiinţă. 2020. 443 pp. ISBN 9786061715114 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11078 <p>.</p> Enio José Porfírio Soares Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11078 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 À minha mãe https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11052 <p>.</p> Cristina Villas-Boas Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11052 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 A construção da identidade da mulher num acórdão sobre violência doméstica https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11053 <p>Neste trabalho propomo-nos demonstrar o potencial analítico e crítico dos Estudos do Discurso para a compreensão da construção identitária da mulher num acórdão jurídico sobre<br>violência doméstica. Tomando como referência o conceito de ideologia no enquadramento<br>sociocognitivo (Van Dijk, 1995), que permite estabelecer a ligação entre ideologia e discurso,<br>e utilizando categorias de análise de base enunciativo-pragmática, analisaremos certos aspetos<br>de um acórdão, que demonstram como as estruturas do discurso podem favorecer uma<br>representação estigmatizante e culpabilizante da mulher vítima de violência doméstica e a<br>consequente desculpabilização e legitimação da violência exercida sobre ela.<br>O objeto de análise será um acórdão do Tribunal da Relação do Porto, Portugal, de 11 de<br>outubro de 2017, relativo a um processo judicial de violência doméstica, em que o adultério da<br>mulher agredida é um argumento de desculpabilização da violência exercida pelos agressores.<br>Para concretizar o nosso estudo, faremos o levantamento e análise dos meios linguísticos<br>usados para representar os atores envolvidos; as predicações que lhes são atribuídas e<br>os processos verbais em que estes participam (Reisigl &amp; Wodak, 2009). Faremos ainda<br>o levantamento e análise de instâncias de invocação da doxa e da evidencialidade, das<br>ocorrências de modalidade avaliativa forte e dos mecanismos de reforço ilocutório, como<br>estratégias de fundamentação e legitimação argumentativas.</p> Alexandra Guedes Pinto Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11053 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 What psych verbs and other verbs disclose about the role of Semantic Prominence and Thematic Hierarchy in affixal selection https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11054 <p>This paper analyses the construction of deverbal adjectives in European Portuguese,<br>focusing on the interface between morphology and semantics, specifically on the role of<br>Thematic Hierarchy and Semantic Prominence on affixal selection.<br>Supported by paradigmatic morphology, the paper shows that suffixes that work in macroparadigms<br>of deverbal adjectives establish a relationship with specific semantic features of the<br>lexical-semantic structure of the base verb in order to construct the derivative. The analysis<br>concludes that suffixes are sensitive to thematic hierarchy, which is based on the semantic<br>prominence of features of the verbs’ theta-roles at work in the paradigm. Data from psych verbs<br>is highly relevant to this finding.<br>The paper is dedicated to Professor Ana Maria Brito, who has always been keenly aware<br>that scientific knowledge is not confined to a specific theory.</p> Alexandra Soares Rodrigues Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11054 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 A “língua desportuguesa”. https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11055 <p>A expansão da próclise em contextos que tipicamente a excluem no português europeu<br>tem sido descrita como um traço sintático caracterizador do português angolano. Neste artigo<br>estuda-se a presença deste traço na língua literária, a partir de um corpus de textos de autores angolanos e moçambicanos, representativos de duas gerações: autores nascidos no período<br>colonial (o angolano Pepetela e os moçambicanos Mia Couto e Paulina Chiziane) e autores<br>nascidos após a independência dos seus países (o angolano Ondjaki e o moçambicano Lucílio<br>Manjate). Os resultados do estudo mostram que a próclise tem uma presença mais forte nas<br>obras dos autores angolanos do que dos autores moçambicanos, sugerindo que a mudança no<br>sentido da generalização da próclise está mais avançada, socialmente difundida e aceite no<br>português angolano do que no português moçambicano, embora seja visível em ambos. É nos<br>domínios não finitos que o contraste entre as duas variedades africanas é mais forte. Não só<br>a frequência da próclise ao infinitivo é mais elevada no corpus de português angolano como<br>só aí se atesta a próclise ao particípio passado. Na comparação entre as duas gerações de<br>escritores vê-se um forte crescimento da próclise ao infintivo entre Pepetela e Ondjaki e é nas<br>obras de Ondjaki que ocorre a próclise ao particípio passado. Já relativamente ao corpus de<br>português moçambicano parece ver-se uma regressão no avanço da próclise entre Mia Couto<br>e Manjate. Uma observação mais atenta de Rabhia, de Manjate (2017), sugere que falantes<br>jovens com um nível de educação alto poderão percecionar o espraiamento da próclise como<br>um traço socialmente marcado.</p> Ana Maria Martins Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11055 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Evolução da Linguagem e Ordem Natural de Palavras https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11056 <p>A investigação sobre a evolução da linguagem centrou-se recentemente na questão da ordem<br>natural de palavras, ou seja, uma ordem de palavras no sentido filogenético e cognitivo (Pagel<br>2009; Gell-Mann e Ruhlen 2011). As línguas gestuais e os estudos sobre gestos têm inspirado esta<br>discussão na literatura com especial destaque para o estudo seminal de Goldin-Meadow e colegas<br>(2008). Os resultados deste estudo revelaram que os participantes tendem a produzir a ordem<br>de palavra SVO e SOV, independentemente da sintaxe da sua língua nativa. Esta descoberta foi<br>corroborada em estudos posteriores (Gibson et al. 2013; Hall et al. 2013; Sandler et al. 2005). O<br>objetivo deste estudo é verificar se existe uma ordem de palavras dominante, ou não, em todas as<br>fases de emergência linguística na Língua Gestual de São Tomé e Príncipe.</p> Ana Mineiro Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11056 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Das inferências à interpretação recursiva na leitura do texto literário em L2 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11057 <p>No campo da leitura em L2, o texto literário surge como um patamar difícil de vencer, mesmo<br>nos níveis de proficiência mais altos, por não depender apenas de um certo nível de desempenho<br>linguístico. O texto questiona, nesse sentido, a influência que o processamento de cariz inferencial<br>(Kintsch 1998; Koda 2004) tem na compreensão profunda (Bernhardt 1991: 2011) e na distância<br>que este género textual exige do leitor (Armstrong 2013; Olson 1994). Apontam-se vantagens da<br>leitura literária no processo de aprendizagem de uma L2, não esquecendo que esses benefícios<br>abrangem mais do que a competência linguística, na medida em que imprimem uma marca na<br>flexibilidade mental do leitor que se vê levado a fugir de rotinas cognitivas e contribuem para a<br>reserva cognitiva futura (Armstrong 2013; Paradis 2004; Pinto 2010; 2013).</p> Ângela Filipe Lopes, Maria da Graça L. Castro Pinto Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11057 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Greek derivational affixes https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11058 <p>In this paper, I am concerned with the status of derivational affixes in Distributed<br>Morphology: are these roots or categorizers? I will compare Greek to English and Dutch, as<br>some derivational affixes in these two languages have been claimed to be roots. I will show<br>that Greek derivational affixes are categorizers, and I will offer an explanation that capitalizes<br>on the stress properties of Greek derivational affixes.</p> Artemis Alexiadou Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11058 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Construções reflexiva, recíproca e média de clítico nulo no português brasileiro https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11059 <p>As construções de se em português distribuem-se por um contínuo de transitividade e<br>apresentam uma alternativa construcional caracterizada pela ausência do clítico. A construção de clítico nulo, presente em todas as construções de se (reflexiva, recíproca, média,<br>anticausativa, passiva e impessoal), é mais frequentemente usada no português brasileiro<br>(PB) do que no português europeu (PE). As construções de clítico nulo têm sido estudadas<br>de um ponto de vista essencialmente morfossintático, como resultado de uma mudança em<br>curso no PB de perda generalizada dos clíticos, desconsiderando as possíveis implicações de<br>diferenciação semântica entre construções de se explícito e construções de se nulo. Este estudo<br>ocupa-se das construções de se reflexiva, recíproca e média no PB e pretende identificar os<br>fatores que determinam a escolha entre presença e ausência do clítico nestas construções.<br>Com base numa análise qualitativa detalhada de traços de uso e de perfis e utilizando métodos<br>quantitativos multivariados, mostramos que as construções reflexiva, recíproca e média de se<br>nulo estão associadas a uma reconceptualização do evento como não energético ou absoluto,<br>focalizando o resultado desse evento. Em contrapartida, a alternativa construcional com o<br>clítico explícito focaliza o momento crucial da mudança, exprimindo assim o padrão mais<br>esperado de conceptualização do evento como energético. Os eventos reflexivos e recíprocos<br>são mais frequentemente codificados pela construção de se explícito, ao passo que o evento<br>médio, em todas as suas subcategorias, é mais frequentemente codificado pela construção de<br>clítico nulo. Evidencia-se assim que as construções reflexiva, recíproca e média de se nulo<br>constituem novas construções semanticamente diferenciadas das construções de se explícito.<br>Analisamos, na parte final deste estudo, as implicações deste resultado para a gramática do<br>PB, designadamente a reconceptualização dos padrões de voz no PB e a sua tendência para a<br>ergativização.</p> Augusto Soares da Silva, Susana Afonso Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11059 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Reir la risa de un niño, chorar lágrimas de crocodilo https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11060 <p>Os objetos cognatos (OC) (espirrar um espirro…) podem ser parafraseados por verbos<br>leves (dar um espirro). No entanto, algumas paráfrases afiguram-se agramaticais ou geradoras<br>de várias leituras (Brito &amp; Choupina 2018; Gonçalves et al. 2010; Mirto 2007). Os objetos<br>cognatos são de vários tipos (Choupina 2013a e b), sendo que os verdadeiros cognatos são<br>mais restritivos sintática e semanticamente. Há expressões mais ou menos inflexíveis que se<br>assemelham a estruturas com OC (reir la risa…., chorar lágrimas de crocodilo…) e que ocorrem<br>em determinadas línguas, não estando sujeitas às mesmas restrições morfossintáticas de boa-formação que os OC e distinguindo-se deles pelas condições de uso. É das propriedades<br>que OC, construções com verbos leves e expressões lexicalizadas partilham e das que as<br>individualizam que nos ocuparemos neste artigo.</p> Celda Gonçalves Morgado Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11060 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 O domínio das frases relativas preposicionadas por estudantes do ensino superior https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11061 <p>Este artigo pretende estudar o domínio de orações relativas preposicionadas por parte<br>de estudantes do ensino superior. Para o efeito, foi desenhado um teste com o objetivo de<br>verificar as estratégias de relativização mais utilizadas por parte de estudantes do 2.º ano de<br>uma licenciatura em Educação Básica. O teste foi aplicado a 40 estudantes e revelou que a<br>estratégia cortadora é a mais utilizada.</p> Clara Amorim Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11061 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Dimensões da justificação no discurso legislativo https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11062 <p>Pretendo analisar, em textos legislativos de duas sincronias da língua portuguesa, alguns aspetos da evolução observável no modo como o discurso jurídico legislativo justifica as<br>disposições jurídico-legislativas, sobretudo quando apresentam enunciados que contêm atos<br>de discurso com valor de justificação.<br>Numa perspetivação comparativa e diacrónica procederei ao confronto de textos jurídicos<br>medievais da legislação de Afonso X (como as versões portuguesas da Primeyra Partida e<br>do Foro Real, e das Flores de Direito) com textos legislativos portugueses contemporâneos.<br>Tentarei mostrar que nos textos legislativos medievais, além da maior extensão dos segmentos<br>justificativos, há também uma estruturação discursiva que recorre a argumentos de autoridade.<br>Nos textos da legislação de Afonso X é veiculada legislação régia e o Locutor, designado pela<br>primeira pessoa “nós”, está identificado com o rei, detendo um poder inerente a esse estatuto.<br>Não deixa de reafirmar o seu estatuto de autoridade e a conveniência da ação legislativa régia<br>e afirma a necessidade pragmática da existência da justiça pelo seu efeito favorável que é<br>identificado eticamente com o ‘Bem Comum’.<br>No caso do discurso legislativo contemporâneo, é usada a 3ª pessoa e esta não designa<br>nenhum sujeito individualizado. O direito está estabilizado, sedimentado em instituições<br>plurisseculares e os direitos fundamentais já estão assegurados, sendo a legislação nova<br>geralmente conjuntural e sobretudo casuística. Nas formulações legislativas contemporâneas<br>não há um discurso de legitimação do poder e é menor a dimensão dos segmentos justificativos.</p> Clara Barros Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11062 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Para uma análise semântica de para locativo em construções estativas https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11063 <p>Neste trabalho, propõe-se uma análise semântica das construções que envolvem<br>sintagmas preposicionais introduzidos pela preposição para com valor locativo combinados<br>com os verbos ser, estar e ficar. Na proposta, estas construções são caracterizadas tendo<br>em consideração as propriedades individual-level/ stage-level, leitura modal, vaguidade da<br>localização, assim como restrições impostas ao sujeito das predicações no que concerne a<br>algumas propriedades semânticas lexicais, em particular os traços [movível] e [animado].<br>Estabelece-se ainda um contraste com as construções em que os referidos verbos ocorrem com<br>a preposição em (tipicamente locativa), mostrando em que medida estas construções com em<br>e com para se distinguem.</p> Fátima Oliveira, Luís Filipe Cunha, António Leal, Purificação Silvano, Fátima Silva, Idalina Ferreira Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11063 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Frases imperativas e negação em Português Europeu https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11064 <p>Em línguas como o Espanhol, o Italiano e o Português Europeu, formas verbais<br>morfologicamente específicas alternam com formas verbais supletivas para expressar o<br>imperativo. Contudo, o seu comportamento difere relativamente à negação frásica: os<br>imperativos verdadeiros rejeitam a presença de negação frásica em oposição aos imperativos<br>supletivos. Este contraste foi atribuído a causas diversas: a diferenças de configuração estrutural<br>dos imperativos verdadeiro e supletivo, a propriedades de seleção distintas das projeções<br>funcionais envolvidas, ou às restrições sobre o escopo da força ilocutória da frase. Focando<br>o Português Europeu, estabelecemos a estrutura das frases imperativas, tendo em conta as<br>evidências fornecidas pela negação frásica, o escopo da força ilocutória, a natureza de Tº e a<br>posição dos sujeitos realizados.</p> Gabriela Matos Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11064 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Coordenações assimétricas no português antigo https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11065 <p>Este artigo toma em consideração algumas assimetrias que encontramos em estruturas<br>coordenadas que contêm subordinadas infinitivas no português antigo. Trata-se em particular<br>de casos em que um infinitivo não flexionado é coordenado com um infinitivo flexionado<br>e de casos em que aparentemente temos a extração de um elemento do primeiro membro<br>de uma estrutura coordenada. Ambas as assimetrias podem ser eliminadas assumindo que a<br>coordenação se refere a secções mais amplas da estrutura do que as minimamente necessárias;<br>o custo desta hipótese é que no segundo membro desta estrutura mais ampla devem aparecer<br>um ou mais elementos abstratos identificáveis com elementos expressos no primeiro membro.<br>Esta hipótese mais abstrata, no entanto, explica de forma mais simples os dados estudados<br>neste trabalho.</p> Giampaolo Salvi Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11065 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Velhas e novas classes de formativos e de processos de construção de palavras https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11066 <p>O presente estudo descreve as classes de formativos e de processos de construção de<br>palavras, como (i) a afixação e a composição, as mais consagradas e estabilizadas, (ii) o blending<br>ou fusão lexical e o clipping, ou encurtamento, menos representadas que as anteriores, e<br>(iii) algumas das mais inovadoras, como as que envolvem splinters. A legitimação destes<br>formativos, com origem em segmentos não-morfémicos que adquirem, fruto de reanálise,<br>estatuto morfolexical, coloca o problema da natureza da(s) classe(s) em que estes operam. Uma vez estabelecida a autonomia do splintering face ao blending, discute-se a sua proximidade<br>com a afixação e com a composição, e propõe-se a fractocomposição como a subclasse em que<br>eles se podem inscrever, conjuntamente com outros fractoconstituintes. Tendo em vista uma<br>melhor caracterização destes fractoconstituintes, os processos são aqui categorizados com base<br>no traço ±preso, ±fragmentado e/ou ±truncado dos formativos</p> Graça Rio-Torto Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11066 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Demonstratives, definiteness effects and the type-token distinction https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11067 <p>Definiteness effects have been attested in the literature for some DPs complementing HAVE<br>(= English have and their counterparts in other languages). In this paper, which focuses on English<br>and Spanish, demonstrative DPs are shown to be affected by the type-token distinction in HAVE<br>contexts: the internal argument of HAVE receives a type reading in these cases and rejects a token<br>interpretation. The “type restriction on demonstrative DPs” (TRD) is shown to follow from the<br>need for narrow focus NPs complementing HAVE to receive a hearer-new reading, a well-known<br>property of presentational structures. Type readings of demonstrative DPs are shown to meet this<br>condition. Apparent exceptions to the TRD effect include (i) DPs in so-called “remainder contexts”;<br>(ii) structures in which the relevant DP is the subject of a small clause (sometimes with a non-overt<br>predicate); and (iii) structures containing a number of anti-assertive operators. The contexts in (i) are<br>shown to be hearer-new, in spite of being definite. Those in (ii) and (iii) provide DPs which escape<br>the narrow focus interpretation that gives ride to this variety of the definiteness effect.</p> Ignacio Bosque Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11067 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Olímpia era tão alta que a sua cabeça desaparecia entre as nuvens https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11068 <p>O presente artigo tem como objetivo primordial refletir sobre a noção de grau e as estruturas<br>que permitem a sua expressão, realçando a sua importância para a compreensão na leitura e<br>o desenvolvimento de competências (meta)linguísticas e comunicativas do aluno. Assim,<br>primeiramente, realizar-se-á uma breve revisão da expressão do grau e da compreensão da<br>leitura. De modo a enquadrar a temática e os conteúdos ao nível do ensino, apresentar-se-á a análise dos documentos normativos que orientam o ensino do Português nos 1.º e 2.º Ciclos do<br>Ensino Básico, evidenciando de que forma a expressão do grau surge proposta para abordagem.<br>Nesse sentido, analisar-se-ão os diferentes documentos orientadores do ensino do português, por<br>anos de escolaridade, identificando os domínios em que surge o conteúdo, registando as suas<br>ocorrências diretas e indiretas. Este conteúdo é proposto sobretudo no domínio da gramática.<br>Posteriormente, explorar-se-á a obra A girafa que comia estrelas, de José Eduardo Agualusa,<br>evidenciando de que forma os mecanismos de expressão do grau auxiliam na construção<br>dos sentidos do texto. Por fim, será realizada uma breve reflexão sobre a necessidade de<br>conhecimentos científicos e sólidos sobre a estrutura e funcionamento da língua para que se<br>consiga aceder ao sentido do texto e delinear atividades pedagógicas relevantes e consequentes.</p> Inês Oliveira Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11068 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Element Iteration Respecification https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11071 <p>Este artigo assume que a estrutura interna das vogais resulta da combinação de elementos,<br>que têm uma natureza iterativa. De acordo com estudos anteriores, assume-se ainda que a<br>iteração de elementos em português confere peso inerente às vogais e que vogais formadas por<br>iteração de elementos são obrigatoriamente portadoras de acento quando em posição final. No<br>entanto, o português apresenta uma elevada quantidade de palavras com [u] átono final (uma<br>vogal formada com iteração de {U}), como sucede nas formas flexionadas de muitos nomes e<br>adjetivos. Analisando informação diacrónica e morfológica, propõe-se aqui que a iteração de<br>elementos possa ter representações diversas no nível lexical e no nível pós-lexical. Com base<br>nesta observação, é então formulada a proposta de que a iteração de elementos só funcione<br>para efeitos de atribuição de peso e de acento quando for lexicalmente especificada.</p> João Veloso Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11071 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 O que tem de ser tem muita força... https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11072 <p>Neste texto, procuramos trazer alguns contributos para a caracterização linguística<br>do verbo ter de/ter que, assinalando particularidades que o individualizam no quadro dos<br>semiauxiliares modais do português. Reunimos informações oriundas da morfologia, da<br>sintaxe, da semântica e da linguística textual e discursiva, observadas, igualmente, em<br>exemplos recolhidos no corpus CETEMPúblico. O semiauxiliar ter de, tal como dever, surge<br>no domínio da necessidade. Embora a leitura deôntica prevaleça em vários contextos, é<br>possível encontrar enunciados de natureza epistémica, externa ao participante e, até, interna<br>ao participante, seguindo a classificação tipológica proposta por van der Auwera e Plungian<br>(1998). A sua força modal resulta de uma restrição máxima de mundos possíveis (Kratzer 1981;<br>2012), situando-se no polo positivo (certo/obrigatório) da escala dos verbos modais, que, em<br>português, contempla dois outros verbos, poder e dever (Oliveira 1988). Contudo, a leitura de<br>obrigação forte prototípica associada a ter de está presente apenas em situações controláveis<br>pelo sujeito e, mesmo nesses casos, o princípio da cortesia e o efeito de atenuação podem<br>converter enunciados com este semiauxiliar em sugestões ou recomendações, particularmente<br>em atos injuntivos de natureza não impositiva e em certos atos expressivos. Do ponto de vista<br>sintático, e seguindo uma proposta esboçada por Óscar Lopes (2005), procurámos avaliar os<br>efeitos da combinação de ter de com diferentes tipos sintáticos de verbos, designadamente<br>verbos inacusativos e verbos inergativos. Além de aspetos atrás enunciados, tornou-se<br>necessário considerar critérios como a classe aspetual do verbo, a natureza (impositiva ou não)<br>dos atos discursivos e a intencionalidade e o estatuto dos interlocutores. Por norma, e tendo<br>em consideração a análise de enunciados presentes no CETEMPúblico, os verbos inacusativos<br>combinam com classes aspetuais que preveem uma culminação e, perante o semiauxiliar modal<br>ter de, ativam leituras que focam necessidades determinadas por circunstâncias externas ou<br>internas ao participante. Relativamente aos verbos inergativos, verificamos que os atélicos estão<br>presentes em predicados que configuram processos e ativam a leitura de modalidade externa<br>ao participante, enquanto os potencialmente télicos se articulam com processos culmináveis e<br>podem assumir uma leitura modal igualmente externa ao participante. A observação cuidada<br>de outros exemplos poderá, contudo, abrir caminho a novas leituras modais.</p> José António Costa Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11072 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Some notes on outro in Portuguese https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11073 <p>This paper studies the syntactic behavior of outro(s) in Brazilian and European Portuguese.<br>Starting from the syntax of its Italian counterpart un altro/(degli) altri, we argue that outro(s)<br>in prenominal position is neither an adjective nor a determiner, but an existential quantifier<br>and that the presence of the indefinite article, um outro/uns outros, gives rise to a complex<br>existential quantifier, like the corresponding Italian form. We also argue that outro(s) and um<br>outro/uns outros do not specialize for different interpretations since they both substantially<br>show the same ambiguity (one/some more or a/some different one(s)) and behave in the same<br>way in relation to possible semantic interpretations typical of existential quantifiers.</p> Laura Brugè, Giuliana Giusti Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11073 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Deverbal nominalizations without overt suffixation in French https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11074 <p>Recent work on argument taking deverbal zero nouns in English has shown that they are<br>more present in that language than was previously thought. In this paper the presence and<br>productivity of argument taking zero-derived nouns in French is investigated. It is shown that<br>to determine which nouns can count as zero nouns, several decisions have to be made. This<br>concerns their gender (do both masculine and feminine nouns have to be included in the<br>research?), the determination of what counts as an argument, the criteria used to determine if a<br>noun is an argument taking noun, the form and category that the base may have. On the basis<br>of the adopted criteria and a dictionary and database research, a corpus of French zero-derived<br>nouns in French is composed and analyzed. The results show that, as in English, zero-derived<br>nouns in French are more productive than was thought.</p> Petra Sleeman Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11074 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Ensinar gramática https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11075 <p>Este artigo tem como quadro teórico a abordagem indutiva de ensino da gramática, através<br>da qual os alunos descobrem e reconhecem princípios gramaticais por meio da observação de<br>dados, da deteção de regularidades e da generalização. Parte dos trabalhos de Ana Maria Brito<br>em que o ensino da gramática é perspetivado como “aprendizagem pela descoberta”.<br>Na primeira parte, revisitam-se os trabalhos da autora sobre este assunto, de modoa construir uma fundamentação de uma proposta unificada de ensino da gramática. Na segunda parte, apresenta-se uma planificação de uma sequência didática: baseada no ensino da gramática como atividade reflexiva, a proposta mostra o desenvolvimento articulado e<br>consistente do conhecimento sintático dos alunos desde o primeiro ciclo do ensino básico.</p> Sónia Valente Rodrigues, Filomena Viegas, Carmo Oliveira Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11075 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Os operadores discursivos ahora bien / ahora, (que) e as suas correspondências em traduções literárias para português https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11076 <p>Na sequência de trabalhos anteriores dos autores (Ponce de León &amp; Duarte 2013; Duarte<br>&amp; Ponce de León 2015; Duarte &amp; Ponce de León 2017; Duarte &amp; Ponce de León 2018; Ponce<br>de León &amp; Duarte 2020), o artigo tem como objetivo analisar os valores discursivos das formas<br>espanholas ahora (que) / ahora bien – estudados com pormenor pelos especialistas (Martín<br>Zorraquino &amp; Portolés 1999; Santos Río 2003; Fuentes 2009; Loureda &amp; Acín 2010) – e as suas<br>correspondências com partículas discursivas do português, tomando como referência traduções<br>para português de textos literários espanhóis. O trabalho é dividido em três partes: a) Na primeira<br>parte, tendo como referência um trabalho nosso anterior (Ponce de León &amp; Duarte 2020), bem<br>como os estudos – alguns deles acima citados – que analisam os operadores discursivos –,<br>são apresentados e analisados, de forma sumária, numa perspetiva sincrónica e diacrónica, os<br>diferentes valores discursivos que assumem as formas, com base em recursos gramaticográficos,<br>lexicográficos, bem como em corpora do espanhol. b) Na segunda parte, são determinadas<br>as correspondências dos valores analisados de ahora (que) / ahora bien com expressões do<br>português, ora (bem) e agora. São utilizados, para estabelecer as correspondências, estudos sobre<br>estas partículas portuguesas (Duarte 1989; Gonçalves 2004; Marques &amp; Rei 2020). c) Na terceira<br>parte, são estudadas as correspondências de ahora (que) / ahora bien num corpus de traduções<br>para português de textos literários em língua espanhola, tratando de dilucidar a aceitabilidade das<br>diversas soluções de tradução para cada valor das formas ahora (que) / ahora bien.</p> Rogelio Ponce de León, Isabel Margarida Duarte Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11076 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Rethinking Depictive Secondary Predicates https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11077 <p>In this article I will propose a new analysis of depictive secondary predication structures.<br>Previous studies of these structures are framed within different approaches: C-command /<br>categorial approaches (Williams 1980, Rothstein 1983, 2001, Demonte 1988, Mallén 1991,<br>Bowers 1993, among others), C-command and Multiple Agree approaches (McNulty 1988,<br>Irimia 2012), linearization after ‘Lateral Movement’ and attachment of identical eventive heads<br>(Gallar 2017), or Parallel-Merge approaches (Irimia 2012, You 2016). Following Chomsky<br>(2019) and Bošković (2020), among others, I will claim here, first, that adjunct depictive<br>secondary predicates start as members of a Pair-MERGE(d) conjunction/ adjunction structure<br>which is unlabeled. There are as many members of these pair merged phrases as modifiers in<br>a sentence, and they are unbounded and unstructured. Pair merged structures are in principle<br>opaque and non-sensible to syntactic operations. However, since they are semantically and<br>syntactically conjoined phrases they have each a Link element. This Link merges at the edge<br>of the phase at which the modifier is conjoined thus allowing extraction out of the opaque<br>domain. I will suggest that perhaps Tagalog expresses overtly these links. I will previously<br>present a detailed description of the properties of DPS in Spanish.</p> Violeta Demonte Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11077 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000 Apresentação https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11050 <p>.</p> Celda Morgado, Isabel Margarida Duarte Direitos de Autor (c) 2021 Linguística: Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/11050 Tue, 14 Dec 2021 00:00:00 +0000