Mestre Eckhart e Santo Agostinho: a bem-aventurança (beatitudo) consiste em um ato do intelecto ou da vontade?

Autores

  • José Teixeira Neto

Resumo

No Capítulo XVII do Comentário ao Evangelho de João, Eckhart comenta Jo 17, 3: «Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que enviaste, Jesus Cristo». O comentário começa assim: «Se a bem-aventurança consista em um ato do intelecto ou da vontade, é uma antiga questão. Das palavras acima [do evangelho de João] parece que consista essencialmente no conhecimento e no intelecto». Para explicitar sua posição, Eckhart cita alguns textos de Agostinho, por exemplo: De moribus Ecclesiae; Retractaciones; De beata vita e De Trinitate. Em nosso trabalho, pretendemos mostrar como Eckhart constrói sua exposição a partir de Agostinho, centrando-nos na análise do Capítulo XVII do referido comentário.
Palavras chave: Eckahrt; Agostinho; Felicidade; Intelecto; Vontade.

DOI: https://doi.org/10.21747/civitas/8a5

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Publicado

2021-08-04

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Artigos