https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/issue/feed Civitas Augustiniana 2021-08-12T10:59:43+00:00 Civitas Avgvstiniana civitas@letras.up.pt Open Journal Systems <p>Civitas Augustiniana é uma revista internacional eletrónica, com submissão de textos e revisão anónima por pares (peer review). <br />Civitas Augustiniana visa estimular os estudos agostinianos, em todas as dimensões da obra de Agostinho de Hipona no seu tempo e na tradição posterior.</p> https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10659 Página de Rosto 2021-07-23T08:19:05+00:00 I F mjgomes@letras.up.pt <p>.</p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 I F https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10671 Notícias 2021-07-23T15:23:44+00:00 I F mjgomes@letras.up.pt <p>.</p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 I F https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10674 volume final 2021-07-26T16:28:35+00:00 I F mjgomes@letras.up.pt <p>DOI: <a href="https://doi.org/10.21747/civitas/8">https://doi.org/10.21747/civitas/8</a></p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 I F https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/9987 Agostinho: a inquietação como fonte 2020-11-15T11:48:43+00:00 Silvia Contaldo yseutz@gmail.com <p><strong>Resumo:</strong> O propósito desse texto é fazer uma aproximação ente santo Agostinho (354-430) e Etty Hilessum (1914-1943), no que se refere à experiência mística. À primeira vista pode parecer que entre um autor e outro há uma distância abissal. Certo. Agostinho viveu entre os séculos IV-V e assistiu a decadência do Império Romano. Por sua vez, a jovem Etty Hilessum viveu no século XX – uma vida breve – mas suficiente para testemunhar os horrores de Auschwitz. O elo entre esses dois autores, portanto, é supratemporal e se dá pela busca da via mística, que ambos procuraram. Etty, leitora de Agostinho, declara em seu <em>Diário</em>, reiteradas vezes, que o importante é a via da interiorização, a via de busca de si mesmo, no mais profundo de si .É o que importa em tempos sombrios e obscuros, talvez para suportá-los com mais dignidade e lucidez. Agostinho, que vivera muitos séculos antes, também presenciou violências e iniquidades e a inquietação sempre foi a sua fonte. Fonte interior para onde se deve voltar. Não se trata de um ensimesmamento, um narcisismo às avessas, mas de um exercício espiritual, místico, à procura de um território interior, de recantos místicos cuja fonte é a inquietação e, ao mesmo tempo, fortalecimento de si.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Agostinho; Etty Hilessum; Inquietação; Mistica.</p> <p> </p> <p><strong>Abstract: </strong>The purpose of this text is to approach Saint Augustine (354-430) and Etty Hilessum (1914-1943), with regard to the mystical experience. At first glance it may seem that there is an abysmal distance between one author and another. Right. Augustine lived between the 4th and 5th centuries and witnessed the decline of the Roman Empire. In turn, young Etty Hilessum lived in the 20th century - a brief life - but enough to witness the horrors of Auschwitz. The link between these two authors, therefore, is supratemporal and occurs through the search for the mystical path, which both sought. Etty, a reader of Augustine, declares in his Diary, repeatedly, that what is important is the path of interiorization, the path of seeking oneself, in the depths of oneself. It is what matters in dark and obscure times, perhaps to endure them with more dignity and lucidity. Augustine, who had lived many centuries before, also saw violence and iniquity, and restlessness has always been his source. Indoor fountain to which to return. This is not a self-denial, an upside-down narcissism, but a spiritual, mystical exercise, looking for inner territory, mystical corners whose source is restlessness and, at the same time, strengthening oneself.</p> <p><strong>Keywords</strong>: Augustine; Etty Hilessum; Restlessness; Mística.</p> <p>DOI: <a href="https://doi.org/10.21747/civitas/8a1">https://doi.org/10.21747/civitas/8a1</a></p> 2020-11-15T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Silvia Contaldo https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10668 Entre o amor e a soberba: o conceito de justiça do livro XIX do “Sobre a Cidade de Deus”, como chave de interpretação do amor ao próximo no “Comentário à Primeira Epístola de São João” de Agostinho 2021-07-23T11:03:06+00:00 Ricardo Evangelista Brandão mjgomes@letras.up.pt <p>Partindo do conceito de justiça presente no Livro XIX do De civitate Dei, notadamente que justiça é “dar a cada qual o que é seu”, investigaremos até que ponto o amor (dilectio) trabalhado no Comentário à Primeira Epístola de São João pode ser interpretado como justiça social. Levando em consideração que essa Epístola é um dos mais duros textos de cobrança do amor para o cristão no Novo Testamento, Agostinho compreende as consequências da abundância e da falta do amor de forma eminentemente social, visto que por meio do amor se é impossível ficar insensível ante à miséria da injustiça social, que fabrica tantos miseráveis. Assim, a vera justitia seria demonstrada pelo amor incondicional ao próximo, não permitindo que seu semelhante fique na miséria, todavia, esse auxílio, outrossim, não pode se traduzir em uma dependência constante entre o auxiliado e o auxiliador, pois quando essa situação de dependência se perpetua, o auxiliado naturalmente nutrirá um sentimento de superioridade perante o auxiliado, e esse último se pensará inferior ao que o auxilia. De forma que o amor demonstrado pela vera justitia se configura em emergencialmente tirar o pobre da miséria, e rito contínuo, trabalhar para que ele adquira autonomia e dignidade.<br><strong>Palavras-chave</strong>: Amor, Verdadeira justiça, Justiça social.</p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Ricardo Evangelista Brandão https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10667 O desdobramento da alma em direção ao belo: preleções no Livro sexto do diálogo Sobre a Música de Agostinho de Hipona 2021-07-23T11:00:37+00:00 Nilo Silva mjgomes@letras.up.pt <p>A nossa investigação visa propor uma breve reflexão sobre Livro VI do De musica (387-391) de Agostinho de Hipona. Pretende-se à luz da filosofia submeter em análise as principais linhas de argumentos sobre o desdobramento da alma no seu itinerário a Deus, em analogia aos ritmos e harmonias da arte musical. Evidentemente que o encontro entre a filosofia helenística e o cristianismo nos primórdios da Patrística se deu através de muitas recursas, porém com algumas aquiescências da parte da Patrologia latina. Neste âmbito, o pensamento de Agostinho de Hipona deve ser considerado uma referência da síntese da filosofia helenística na tradição latina. Não há dúvida que a referência neoplatônica esteve presente de forma singular na filosofia de Agostinho, não apenas como um ingrediente de sua evolução intelectual e espiritual, culminante na sua conversão, mas foi também o instrumento pelo qual e, exclusivamente por meio dele, o seu pensamento se formou. De fato, percebe-se que o pensamento de Agostinho é uma síntese da cultura helenística incorporada na latinidade, embora essa característica não esteja devidamente explícita em algumas de suas obras e no decurso de sua história, exigindo de nossas interpretações um exame mais atento e apurado. No decurso da leitura livro VI do De musica podemos identificar três aspectos importantes: i) A princípio, Agostinho propõe o desdobramento da alma a partir das sensações. O percurso da reflexão perpassa a via da educação dos sentidos com o objetivo de alcançar a transcendentalização perceptivo-sensorial, de modo que Agostinho pretende demonstrar que os movimentos e rítmos da música estão em analogia aos ritmos da alma movidos por um desejo natural de contemplar a Deus; ii) Para realizar tal percurso de ascensão da alma, Agostinho identifica no neoplatonismo a noção de espiritualização como atividade essencial da vida íntima da alma, de tal forma que o diálogo está impregnados da especulação plotiniana sobre a concepção de unidade, ordem e ser, sempre relacionadas a noção de Deus como inefável; iii) O pressuposto agostiniano ao descobrir na alma as harmonias corporais através das sensações, sons e palavras em analogia à harmonia eterna, sustenta, de certo modo, a sua noção de perfeição invisível de Deus como aquele que se revela a nós nas coisas criadas.<br><strong>Palavras-chave</strong>: Agostinho, Alma, Beleza, Neoplatonismo</p> <p>DOI: <a href="https://doi.org/10.21747/civitas/8a3">https://doi.org/10.21747/civitas/8a3</a></p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Nilo Silva https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10661 Breves notas sobre a mística agostiniana 2021-07-23T08:42:32+00:00 Maria Célia Santos mjgomes@letras.up.pt <p>Para além da admissão do fato de Agostinho nunca ter escrito especificamente acerca do misticismo, podemos levar em conta que não encontramos no tempo de Agostinho a concepção acerca do caráter sistemático dos efeitos da oração infusa que caracterizará a Teologia Mística posterior, por exemplo. Tais efeitos parecem incidir sobre os termos utilizados por Agostinho: demasiadamente indicativo da influência filosófica, intelectual, neoplatónica, o que conduz a uma crítica acerca da semelhança de suas narrações com as experiências religiosas descritas pelos místicos propriamente ditos, segundo a tradição cristã posterior. Este trabalho apresenta uma breve introdução acerca da consideração de Agostinho como mestre da mística ocidental, trazendo a esta uma nova expressão Latina e genuinamente cristã acerca da estrutura conceitual da contemplação neoplatônica.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Mística; Contemplação; Deus.</p> <p>DOI: <a href="https://doi.org/10.21747/civitas/8a4">https://doi.org/10.21747/civitas/8a4</a></p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Maria Célia Santos https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10662 Mestre Eckhart e Santo Agostinho: a bem-aventurança (beatitudo) consiste em um ato do intelecto ou da vontade? 2021-07-23T08:52:43+00:00 José Teixeira Neto mjgomes@letras.up.pt <p>No Capítulo XVII do Comentário ao Evangelho de João, Eckhart comenta Jo 17, 3: «Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que enviaste, Jesus Cristo». O comentário começa assim: «Se a bem-aventurança consista em um ato do intelecto ou da vontade, é uma antiga questão. Das palavras acima [do evangelho de João] parece que consista essencialmente no conhecimento e no intelecto». Para explicitar sua posição, Eckhart cita alguns textos de Agostinho, por exemplo: De moribus Ecclesiae; Retractaciones; De beata vita e De Trinitate. Em nosso trabalho, pretendemos mostrar como Eckhart constrói sua exposição a partir de Agostinho, centrando-nos na análise do Capítulo XVII do referido comentário.<br><strong>Palavras chave</strong>: Eckahrt; Agostinho; Felicidade; Intelecto; Vontade.</p> <p>DOI: <a href="https://doi.org/10.21747/civitas/8a5">https://doi.org/10.21747/civitas/8a5</a></p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 José Teixeira Neto https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10666 Ética e mística em Nicolau de Cusa (1401-1464): uma assimilação do conceito de interioridade agostiniano 2021-07-23T10:13:57+00:00 Klédson Tiago Alves de Souza mjgomes@letras.up.pt Maria Simone Nogueira mjgomes@letras.up.pt <p>No presente artigo procura-se explicitar uma reflexão ético-mística a partir da Filosofia de Nicolau de Cusa (1401-1464), refletindo também a influência das ideias de Agostinho de Hipona (354 – 430) que foi uma das fontes mais cara ao filósofo alemão. Desta forma, o percurso a ser desenvolvido concentrar-se-á na interioridade como processo ético e místico de melhoramento de si para se alcançar a felicidade.<br><strong>Palavras-chave</strong>: Ética. Mística. Agostinho. Nicolau de Cusa. Interioridade.</p> <p>DOI: <a href="https://doi.org/10.21747/civitas/8a6">https://doi.org/10.21747/civitas/8a6</a></p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Klédson Tiago Alves de Souza, Maria Simone Nogueira https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10663 O problema da relação entre o livre-arbítrio humano e a graça/predestinação em Agostinho em diálogo com a Modernidade/Contemporaneidade 2021-07-23T08:56:29+00:00 Marcos Nunes Costa mjgomes@letras.up.pt <p>Um dos temas mais complexos na doutrina filosófico-religiosa de Santo Agostinho é o da relação entre o livre-arbítrio humano e a graça/predestinação divinas. Problema este que tem sua maior expressão em sua polêmica com os pelagianos/semipelagianos, os quais, cada um a seu modo, julgando haver incompatibilidade entre os dois termos, buscavam a anulação de um dos polos da questão, defendendo ser o homem livre: que o pecado original em nada danificou o livre-arbítrio humano, e que, por consequência, este pode alcançar a perfeição/salvação por méritos próprios, não havendo a necessidade da graça divina para tal. Agostinho ao contrário, diz que com o pecado original a “natureza primeira” do homem foi danificada, de forma a necessitar do auxilio da graça divina para poder obrar boas ações (méritos), mas que não há incompatibilismo algum aí, pelo contrário, para ele, o que o homem perdeu foi a liberdade plena que gozava antes do pecado, ficando apenas com o livre-arbítrio, e a graça a restaura, devolvendo-lhe a plena liberdade. Igualmente, defende, que a predestinação não anula o livre-arbítrio, determinando o destino do homem. Pois, primeiro, o homem é um ser criado por Deus para si, não havendo determinados para o mal, e, segundo, por mais danificado que este esteja, resta-lhe algo de sua condição primeira, ainda que a mais ínfima, podendo este dizer não ao chamado de Deus. Estas questões vão reverberar nos discursos filosófico-religiosos acerca do problema na Modernidade/Contemporaneidade, principalmente nos meios protestantes, os quais se entrincheiram-se, cada um a seu modo, entre os chamados incompatibilismo e compatibilismo. Ambos buscando fundamentar suas posições, muitas vezes, em Santo Agostinho. Coisa que nem sempre ele concordaria. Eis o que vamos analisar neste artigo.<br><strong>Palavras-chave</strong>: Agostinho; Livre-Arbítrio; Graça/Predestinação; Compatibilismo; Incompatibilismo; Modernidade/Contemporaneidade.</p> <p>DOI: https://doi.org/10.21747/civitas/8a7</p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Marcos Nunes Costa https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10664 RIZZI, DANILO SERVILHA, O ato de vontade das criaturas racionais em Santo Agostinho [livro eletrônico], Paulus, São Paulo 2018. (Coleção E-books FAPCOM) 2021-07-23T09:01:09+00:00 Antônio Pereira Júnior mjgomes@letras.up.pt <p>.</p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Antônio Pereira Júnior https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10665 SILVA, DAVID BRENDO, O tempo cíclico e a história linear em Agostinho [livro eletrônico], Paulus, São Paulo 2018, 72 pp. (Coleção E-books FAPCOM) 2021-07-23T09:16:33+00:00 Ricardo Evangelista Brandão mjgomes@letras.up.pt <p>.</p> <p>DOI: <a href="https://doi.org/10.21747/civitas/8r2">https://doi.org/10.21747/civitas/8r2</a></p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 Ricardo Evangelista Brandão https://ojs.letras.up.pt/index.php/civaug/article/view/10670 Índice 2021-07-23T14:38:39+00:00 I F mjgomes@letras.up.pt <p>.</p> 2021-08-04T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2021 I F