Paisagem, espaços verdes e planeamento urbano
para uma leitura do «Plano Diretor da Cidade do Porto» de 1962
Resumo
Objetivo da Investigação: Tendo em consideração a relevância da resiliência urbana perante a atual emergência climática, o
presente artigo tem como objetivo esclarecer de que modo foram considerados os aspetos relacionados com a paisagem e com os espaços verdes no Plano Diretor da Cidade do Porto, publicado em 1962.
Metodologia: A análise dos documentos escritos e desenhados que constituem o Plano é complementada por uma quantificação
da variação das áreas verdes entre a situação existente e a proposta.
Resultados: A importância da paisagem, enquanto imagem e suporte identitário da cidade e atrativo turístico, bem como o
contributo das áreas verdes para a permeabilidade, salubridade, amenidade paisagística, qualidade do ambiente urbano e, logo,
para o bem-estar das pessoas, encontram paralelo nas prioridades do Plano. Constata-se que, por um lado, é proposta a
valorização da paisagem urbana, ancorada na sua qualidade visual e no património monumental e histórico, considerados fatores
de atratividade. Por outro, o incremento de parques urbanos e outros espaços verdes públicos, mormente no até então aro rural
envolvente da cidade histórica, traduz uma mudança de paradigma neste âmbito, respondendo ao aumento previsto das
necessidades de recreio de uma cidade em expansão, em termos físicos e sociais. A diminuição da área verde global da cidade é
justificada pela necessária ampliação do tecido urbano, principalmente nas freguesias rurais, acompanhada por uma alteração de
paradigma na sua composição, com forte incremento das áreas verdes públicas associadas, segundo o modelo morfotipológico
modernista.
Originalidade/Valor: A leitura do Plano tendo como fio condutor o modo como nele foram consideradas quer a paisagem, quer
as áreas verdes, corresponde a uma nova abordagem que proporciona dados significativos quanto ao seu contributo para a
qualidade da imagem da cidade, na atualidade, e para a sua resiliência a potenciais alterações, nomeadamente do ponto de vista
climático.
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