“Sociedade do cansaço”, morfologias do trabalho e autoexploração
Um roteiro de leitura crítica
Palavras-chave:
Trabalho; Sociedade do cansaço; Autoexploração consentidaResumo
Partindo da obra de Byung-Chul Han, com particular destaque para A Sociedade do Cansaço (2014), este artigo explora a sua articulação com os processos de precarização e subjetivação das relações de trabalho no capitalismo neoliberal. Pretende-se, assim, reatualizar a discussão sobre o trabalho enquanto dimensão central da (re)produção social, num contexto em que o seu lugar e valor são crescentemente tensionados por dinâmicas de flexibilização laboral, precarização, uberização e usurpação de tarefas. Nesta leitura ensaística, estruturada a partir de eixos analíticos inspirados na tese de Han, sustenta-se um ideário do trabalho a favor da dignificação do trabalho e da vida.
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