Weaponizing Women’s Bodies for Authoritarian Power: The Handmaid's Tale and Anti-Abortion Politics in the USA
Palavras-chave:
Aborto, Direitos Reprodutores, Propaganda, Autoritarismo, MaternidadeResumo
RESUMO: Desde que o Supremo Tribunal reverteu a proteção Roe v.Wade em junho de 2022, os Estados Unidos têm enfrentado uma crise nos direitos reprodutores das mulheres que se intensificou desde a reeleição de Donald Trump. Este artigo questiona porque é que os corpos das mulheres são instrumentalizados para cumprir objetivos políticos em regimes autoritários. A pesquisa explora o papel que os ataques às liberdades reprodutoras das mulheres têm na agenda política de Trump ao usar a distopia de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale, como um mapa cognitivo para perceber a instrumentalização política dos corpos das mulheres e que consequências isso tem para as mesmas. O artigo debruça-se sobre a manipulação religiosa e reflete sobre a condição da mulher, valores familiares e moralidade sexual como meios de reprodução coerciva analisando como é que o Estado vigia aqueles que tentam contornar a lei. A pesquisa também examina como é que a desvalorização da autonomia corporal das mulheres é acentuada por divisões socioeconómicas que marginalizam e dividem as mulheres, limitando resistência, e como os media disseminam propaganda para fabricar o consentimento das mulheres na sua própria opressão.
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