Marcas de uma filosofia existencialista nas Confissões de Agostinho de Hipona

Autores

  • Nilo Silva Universidade Federal do Cariri – UFCA, Brasil

Resumo

Este estudo trata da condição humana à luz do pensamento de Agostinho de Hipona (354-430). Os escritos de Confissões apresentam um leque de questões filosóficas e problemas existenciais que mostram como Agostinho se propõe iluminar o mistério humano a partir da experiência de vida e com o tempo informado da profundidade da sua vulnerabilidade existencial. Agostinho intervém nas suas obras frequentemente na primeira pessoa, o que faz que elas adquiram uma pecualiar singularidade, em razão de seu modo absolutamente original de tratar os temas da filosofia. Nas Confissões, ele manifesta a sua condição humana e o seu combate interno. Esse modo humano, vulnerável, finito torna-se um abismo e, ao mesmo tempo, um elo entre o si mesmo e o absoluto. A essência humana revela-se assim paradoxal para Agostinho e por sua vez, um mistério insondável. Neste estudo, estabelecemos um paralelo entre o modo de fazer filosofia de Agostinho, espelhado sobretudo nas Confissões e a perspetiva existencialista contemporânea, que também pensa o ser a partir da condição existencial.

Palavras-Chave: Agostinho; Confissões; condição humana; ser e essência; filosofia.

 

DOI: https://doi.org/10.21747/civitas/13a1

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Publicado

2025-12-29