Construir a vontade, ou a fundamentação medieval da liberdade: a propósito de uma publicação recente
Resumo
Repercutindo as discussões contemporâneas em torno da responsabilidade moral, da liberdade de escolha, da vontade e das várias ordens de determinismos, no domínio da ética como no da teoria da acção, também na filosofia medieval a liberdade e a vontade têm merecido particular atenção. Sem contar com o importante volume de Tobias Hoffman, Free will and the Rebel Angels in Medieval Philosophy, publicado em 2020 pela Cambridge University Press, que se centra nos debates entre intelectualismo e voluntarismo no séc. XIII, só em língua francesa temos La volonté et l’action, de Alain de Libera, publicado pela Vrin em 2017, que reúne os cursos dispensados no Collège de France no ano de 2014-2015 em torno da arqueologia do homem enquanto sujeito e agente do querer; e, em 2021, La généalogie de la liberté, de Olivier Boulnois, publicado pela Seuil. O livro de Robert Pasnau, Construire la volonté. Débats sur le libre arbitre à la fin du Moyen âge, Vrin, 2025, reclama assim o estatuto de mais recente contributo à investigação em curso sobre a construção histórica dos conceitos de liberdade e vontade, na longa constituição do sujeito moderno.
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