Permanências e rupturas nos padrões de segregação socioespacial de cidades médias brasileiras
Mots-clés :
Cidades médias; Estrutura intraurbana; Segregação socioespacial; Fragmentação socioespacialRésumé
Objetivo da Investigação: Este texto tem por objetivo analisar, em perspectiva comparada, as estruturas socioespaciais
intraurbanas de cidades médias brasileiras, com ênfase na identificação dos processos de segregação socioespacial e de seus
respectivos padrões morfológicos. Foram selecionadas para o estudo cinco cidades, definidas pelo IBGE (2020) como capitais
regionais e localizadas em diferentes regiões brasileiras, buscando abarcar a diversidade geográfica em termos de formação
socioespacial. São elas: Anápolis (GO), na região Centro-oeste; Montes Claros (MG), na região Sudeste; Passo Fundo (RS), na
região Sul; Santarém (PA), na região norte; e Vitória da Conquista (BA), na região Nordeste.
Metodologia: Os procedimentos metodológicos envolvem a sistematização e produção de cartografia a partir dos dados do
último Censo Demográfico do IBGE, de 2022, visando a espacialização de variáveis socioeconômicas e de infraestrutura urbana,
passíveis de comparação entre as cinco cidades, e reveladoras de suas respectivas estruturas socioespaciais e padrões de
segregação.
Resultados: Em linhas gerais, os resultados da pesquisa apontam que nas cinco cidades, embora em ritmos distintos,
evidenciam-se processos de reestruturação das estruturas intraurbanas, em que se sobrepõem aos tradicionais padrões de
segregação centro-periferia novas formas de segregação, caracterizadas pela dispersão das classes de alta renda por setores
periféricos, sobretudo em condomínios fechados horizontais, acompanhadas pela formação de novas centralidades, mais
seletivas, evidenciando a emergência de processos de fragmentação socioespacial.
Originalidade/Valor: O estudo contribui com a ampliação do campo de pesquisa em torno das cidades médias brasileiras,
sobretudo com enfoque na escala intraurbana, a partir de cinco estudos de casos, que mesmo tão distintos, evidenciam as
tendências de aprofundamento das desigualdades socioespaciais nos espaços não metropolitanos
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© GOT: Revista de Geografia e Ordenamento do Território 2026

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