Santo Agostinho, Pedro de Barcelos, e a unidade dos fidalgos

Algumas hipóteses em torno do prólogo do Livro de Linhagens do Conde D. Pedro

Autores

  • Miguel Aguiar

Resumo

Este artigo propõe algumas hipóteses interpretativas acerca do prólogo do Livro de Linhagens do conde D. Pedro. Um enfoque particular é concedido à comparação de algumas ideias contidas no prólogo com escritos patrísticos, designadamente com uma
obra fundamental (A Cidade de Deus) de  um autor fundador do sistema de conceções e representações medieval como foi Santo Agostinho. Procura-se, em primeiro lugar, estabelecer um modo de leitura dos textos patrísticos e da sua relação com a sociedade; para isso, é fundamental considerar o conceito global de ecclesia. Com base nesses preceitos, estabelecem-se alguns pontos centrais da obra de Santo Agostinho, inquirindo em seguida a sua influência no discurso de Pedro de Barcelos. Em seguida, procede-se a um exercício comparativo entre os principais pontos do discurso do conde e outras práticas sociais essenciais para a coesão e reprodução do grupo aristocrático.
Em suma, pretende-se enfatizar a necessidade de considerar o fundo cristão da civilização medieval para a compreensão dos vestígios por esta deixados, assim como a imprescindível dialética entre discursos e práticas sociais para a análise da realidade
histórica.

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Publicado

2022-09-06

Como Citar

Aguiar, M. (2022). Santo Agostinho, Pedro de Barcelos, e a unidade dos fidalgos: Algumas hipóteses em torno do prólogo do Livro de Linhagens do Conde D. Pedro. Guarecer. Revista Eletrónica De Estudos Medievais, (5). Obtido de https://ojs.letras.up.pt/index.php/gua/article/view/11953