QUE FUTURO PARA O ENSINO DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO EM PORTUGAL?

Autores

  • Isabel Marques Marcos Universidade Aberta

Resumo

Resumo: Partindo de um estudo diacrónico dos espaços de formação em Ciência da Informação (CI) desde os finais do século XIX até a atualidade, analisa-se a atual situação desta área científica, num momento em que, anos depois do início do Processo de Bolonha, a Comissão de Avaliação Externa da Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior (A3ES) já avaliou muitos dos cursos de 1º, 2º e 3º ciclos. O resultado desta avaliação levou ao desaparecimento de muitas das formações existentes, questionando-se, por isso, qual o futuro do ensino da CI em Portugal. Em termos metodológicos o estudo passou por uma revisão da literatura relativa à história de formação em CI em Portugal, pela consulta da página oficial da A3ES e de páginas web das universidades para verificar a continuidade das ofertas formativas nesta área. Os resultados mostram uma diminuição significativa de cursos em todos os graus de ensino, uma centralização destas ofertas em algumas universidades portuguesas em detrimento de outras, onde desapareceu o ensino desta área científica, e a concentração geográfica nos distritos do Porto, Coimbra e Lisboa. A realidade atual permite questionar se a formação em CI ao restringir-se desta forma, não poderá colocar em risco a continuidade da própria profissão de gestor da informação, que pela sua especificidade requer formação específica para o seu desempenho.

Palavras-chave: Ensino superior; Ciência da Informação; Oferta formativa; Portugal

Biografia Autor

Isabel Marques Marcos, Universidade Aberta

Doutorada pela Universidad de Alcalá em Documentación com a classificação final de sobressaliente, “cum Lauden” e “Doctor Internacional”.

Tem o Mestrado em Documentación pela Universidad de Alcalá e a Pós-graduação de dois anos em Ciências Documentais pela Universidade Autónoma de Lisboa.

Atualmente desempenha funções de bibliotecária nos Serviços de Documentação da Universidade Aberta, tendo sido docente na Licenciatura em Ciências da Informação e Documentação, na mesma universidade, de 2007 a 2012.

 

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Publicado

2016-07-25

Edição

Secção

Artigos