OS LIMIARES DO ARQUIVO PESSOAL NA ARQUIVOLOGIA: da diplomática clássica à identificação arquivística

Autores

  • Marcos Ulisses Cavalheiro Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Resumo

Na abordagem clássica, evidenciou-se a Diplomática como a ciência que se ocupa da verificação da autenticidade dos documentos. Na Arquivologia, ela se expande como um instrumento que define processos de Análise Documental, organização e representação da informação. Devido às informalidades e à valoração patrimonial, os arquivos pessoais estiveram diacronicamente aquém da dimensão teórica e metodológica da Ciência Arquivística, e seus documentos foram concebidos segundo preceitos biblioteconômicos e museísticos, cujos princípios não resguardam a matricial organicidade do material de arquivo. Neste artigo, propomos conferir ao documento de arquivo pessoal um parecer efetivamente arquivístico, confrontando suas particularidades com os princípios e métodos sugeridos pela Arquivologia. Sendo esta pesquisa bibliográfica, qualitativa e exploratória, recorremos ao estudo da Diplomática (Clássica e Contemporânea) e da Identificação Arquivística, objetivando difundir a noção de que os arquivos pessoais são conjuntos documentais constituídos por atrelamento orgânico, cuja análise, identificação e tratamento podem ser submetidos à racionalização arquivística, apesar dos limiares.

Palavras-chave: Arquivo pessoal; Diplomática; Identificação arquivística

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Publicado

2017-08-25

Como Citar

Cavalheiro, M. U. (2017). OS LIMIARES DO ARQUIVO PESSOAL NA ARQUIVOLOGIA: da diplomática clássica à identificação arquivística. Páginas a&b: Arquivos E Bibliotecas, 134–146. Obtido de https://ojs.letras.up.pt/index.php/paginasaeb/article/view/2842

Edição

Secção

Artigos