REWATCHING AGUIRRE, THE WRATH OF GOD:

ATHLETICISM, CINE-TRANCE AND THE LEGACY OF WERNER HERZOG’S ANTI-ETHNOGRAPHIC ‘COSMIC’ ETHNOGRAPHY

Autores

  • Nico Psaltidis

Resumo

O artigo discute o legado do filme de Werner Herzog Aguirre, the Wrath of God (1972) por ocasião do cinquentenário de seu lançamento. Como o primeiro de três filmes épicos da história em que Herzog explora o encontro entre o Homem Ocidental e o Outro, Aguirre abre um confronto com um conjunto de práticas cinematográficas que poderiam ser definidas como 'etnográficas'.  Como os etnógrafos, Herzog montou suas produções em um terreno substancialmente etnográfico – a natureza selvagem longe da modernidade, o trabalho de campo e as negociações com as comunidades locais. Também conhecido por sua insistência em estimular sua equipe a uma verdadeira aventura 'etnográfica', somam-se às exigências de Herzog a ideia de 'atletismo' para a realização do filme. Mas será que a única coisa que têm em comum Herzog e os cineastas etnográficos é o contexto?  Em certo sentido, a genealogia da idéia de "verdade extática" de Herzog pode ser rastreada até a noção de "cine-trance" de Jean Rouch, etnógrafo e pioneiro do etnocinema. No entanto, Herzog rompe com as estruturas metodológicas humanistas do cinema etnográfico, reduzindo assim qualquer tipo de distância possível entre o cineasta, a equipe e o contexto do filme.

Downloads

Publicado

2023-01-17

Edição

Secção

Artigos