REINVIDICAR O PODER: AUTODEFESA E VULNERABILIDADE EM GENTILESCHI E BOURGEOIS.

Autores

  • Francisca Sousa Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto

Palavras-chave:

feminismo, poder, autodefesa, Bourgeois, Gentileschi

Resumo

Ao longo da história, a ideia de poder do e sobre o corpo tem sido um tema central no mundo da arte. Representado sobre os seus vários contextos - político, social, físico, sexual -, o poder exibe-se enquanto ideia complexa entre o domínio físico e a força de carácter abstrato. Frequentemente associado na arte à violência e à brutalidade masculina, o poder promulga-se especialmente sobre o corpo feminino, inevitavelmente através de um jogo de domínio e submissão. Ter poder sobre o próprio corpo é um dos aspectos mais importantes do trabalho das artistas da década de 1970, que se prolonga até aos dias de hoje debaixo dos holofotes de movimentos como o "Me Too" e de outros questionamentos acerca das políticas do corpo. Não esqueçamos que não só na contemporaneidade se dão estas reivindicações, uma vez que a pintora barroca Artemisia Gentileschi dedicou grande parte da sua obra ao triunfo da heroína feminina sobre um antagonista masculino. De formas mais subjetivas, o poder é reclamado por Louise Bourgeois através da vulnerabilidade com que trata a sua poderosa identidade feminina. A mulher transforma-se numa lâmina para enfrentar o trauma.

Biografia Autor

Francisca Sousa, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto

Realizou um programa de estudos em Londres, na Central Saint Martins, e concluiu um mestrado em Arte Multimédia, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É investigadora de Doutoramento no i2ADS - Unidade de Investigação em Arte e Design, na Universidade do Porto.

Email: franciscasiao@gmail.com

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-7399-3187

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Publicado

2026-02-08

Edição

Secção

Artigos