A EXECUÇÃO DO IMPERADOR MAXIMILIANO (1868-69) DE MANET EM PERSPECTIVA ECFRÁSTICA

Autores

  • Fabiane Magalhães Machado PPGAV/UFRGS
  • Dra Niura Aparecida Legramante Ribeiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

Édouard Manet, fotografia, pintura, écfrase, historiografia da arte

Resumo

Este artigo analisa a obra A execução do Imperador Maximiliano (1868-69) de Édouard Manet a partir da perspectiva da écfrase, explorando as relações entre pintura, fotografia e narrativa histórica. Considera-se a possível influência de registros visuais e relatos jornalísticos da época no processo criativo do artista. A análise aborda, ainda, as questões políticas que cercam a obra, como a censura a uma litografia sobre o mesmo tema e a rejeição da pintura pelo Salon de 1869, refletindo sobre as conexões entre arte, poder e memória.

 

Biografia Autor

Dra Niura Aparecida Legramante Ribeiro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em História, Teoria e Crítica da Arte pelo PPGAV - Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais/Instituto de Artes/Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Brasil, tendo realizado estágio doutoral sobre Fotografia e Arte na Université Paris-I, Panthèon Sorbonne, Paris (bolsista CAPES), com o Prof. Dr. Michel Poivert. Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo/Brasil. É Professora Permanente de História, Teoria e Crítica da Arte no PPGAV e no DAV - Departamento de Artes Visuais/UFRGS/Brasil. Desde 2021 é Coordenadora-substituta do PPGAV/UFRGS. Realiza curadorias e tem publicações sobre Fotografia e Arte Contemporânea. É Coordenadora da série de publicações Interfaces (PPGAV). É vice-lider do Grupo de Pesquisa do CNPq Deslocamentos da Fotografia na Arte. Integra o Grupo de Pesquisa do CNPq “Apagamentos da Memória na Arte”. Desenvolve os projetos de pesquisa “Transversalidades entre a Fotografia e o Cinema de Artista com a História da Arte” e “Discursos, processos e dispositivos de imagens na Arte Contemporânea”. É membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA), Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA).

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Publicado

2026-02-08

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Secção

Artigos