“Dragons – in the Crease”: The Many Masks of Emily Dickinson
Palavras-chave:
Dickinson, máscaras, obliquidade, véu, vulcão, dragão, excessoResumo
RESUMO: Este artigo aborda a multiplicidade de máscaras na poesia de Emily Dickinson, debruçando-se sobre as suas estratégias de ocultação e revelação através dos tropos do véu, do vulcão e dos dragões. Inscrevendo a sua obra na cultura vitoriana do recurso à voz dramática e considerando as expectativas culturais impostas às escritoras na América oitocentista, esta análise sublinha a importância da obliquidade como forma de negociar questões de identidade, autoridade e desejo. Os “eus” poéticos dickinsonianos surgem muitas vezes como corpos blindados – simultaneamente reticentes e explosivos, velados e volcânicos –, cuja vitalidade é dramatizada através de figurações do fogo, do gelo, da tempestade e da erupção. Este ensaio defende que a arte de Dickinson assenta numa poética de excesso, na qual o silêncio e a obliquidade se tornam estratégias performativas para ultrapassar as restrições culturais e de género.
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