TEMOR DA IDADE ADULTA: DRAMA DE ONTEM E DE HOJE
Palavras-chave:
Peter Pan, juventude, demografia, educaçãoResumo
Este trabalho investiga as relações entre os mitos clássicos na fábula de Peter Pan, narrada pela obra audiovisual “Em Busca da Terra do Nunca”, com o objetivo de analisar as implicações sociais e educacionais do temor da idade adulta que acomete jovens na infância e adolescência. Além disso, verificam-se as implicações do aumento da expectativa de vida das populações contemporâneas, com a sua coorte de mudanças sociais, educacionais e econômicas. Assim, cresce o tempo de espera para a vida adulta, em meio a angústias e transtornos. A análise bibliográfica se baseou na filosofia de Platão, no pensamento de Edgard Morin e na perspectiva sociológica de contemporâneos, além de remeter a itens da teoria psicanalítica. Concluímos que as dificuldades de ingresso na vida adulta conferem maior complexidade às identidades atuais.
Referências
Arnett, J. J. (2023). Emerging adulthood: The winding road from the late teens through the twenties. Oxford University Press.
Barrie, J. M. (1911). Peter Pan and Wendy. Charles Scribner’s Sons.
Baudrillard, J. (1981). Simulacros e simulações. Relógio d’Água.
Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida. Zahar.
Brasil. (2025, 14 de janeiro). Lei nº 15.100/2025. Dispõe sobre a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica. Diário Oficial da União. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15100.htm
Colauto, R. D. (2021). Editorial: A docência em tempos de síndrome de Peter Pan. Revista V&R, UFMG.
Coleman, J. S. (1965). The adolescent society: The social life of the teenager and its impact on education. The Free Press of Glencoe.
Dubet, F. (2022). Tous inégaux, tous singuliers: Repenser la solidarité. Éditions du Seuil.
Eliade, M. (1972). Mito e realidade. Perspectiva.
Forster, M. (Diretor), Bllflowe, N., & Gladstein, R. (Produtores), & Magee, D. (Roteirista). (2004). Em busca da Terra do Nunca [Filme]. Miramax Films; Film Colony; Netter Productions.
Freud, S. (1915/1987). O inconsciente. Imago.
Freud, S. (1926/2014). Inibições, sintomas e angústia, o futuro de uma ilusão e outros textos.Companhia das Letras.
Galland, O. (2011). Sociologie de la jeunesse. Armand Collin.
Gasparelli, A. L., Dorini, F., Faria, J., Freitas, L., & Ricardo, V. (2024, 11 de julho). Quem disse que a geração Z é difícil? R7. https://estudio.r7.com/quem-disse-que-a-geracao-z-e-dificil-11072024
Gomes, C. A. (2012). Adolescência: Um conceito em busca de realidade? In C. A. Gomes, G. A. F. Nascimento, & S. M. F. Koehler (Eds.). Culturas de violência, culturas de paz (pp. 17–46). CRV.
Gomes, C. A., et al. (2025). Adolescents and technologies: Walking the tightrope. Manuscrito inédito.
Haidt, J. (2024). A geração ansiosa: Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais. Companhia das Letras.
Heidegger, M. (1953/1979). Que é metafísica?. Abril Cultural. (Coleção “Os Pensadores”).
Heráclito. (2003). Fragmentos contextualizados. DIFEL.
Jung, C. G. (1998). O homem e seus símbolos. In E. Roudinesco & M. Plon (Orgs.), Dicionário de psicanálise (V. Ribeiro & L. Magalhães, Trads.). Zahar.
Jung, C. G., Von Franz, M. L., Henderson, J. L., Jacob, J., & Jaffé, A. (1977). O homem e seus símbolos. Nova Fronteira. (Edição especial brasileira).
Kiley, D. (1983). The Peter Pan syndrome: Men who have never grown up. Avon Books.
Lacan, J. (1974–1975). O seminário, livro 22: RSI. Zahar.
Lachance, J. (2013). L’adolescence hypermoderne: Le nouveau rapport au temps des jeunes. Presses de l’Université Laval.
Life expectancy. (n.d.). Macrotrends. https://www.macrotrends.net/global-metrics/countries/gbr/united-kingdom/life-expectancy
Machado, M. G., & Carvalho, C. H. (2015). O legado do manifesto de 32 à educação brasileira: Os desafios persistem. Revista Educação em Questão, 51(37), 175–194.
Marques, J. R. (2023). O que é a síndrome do Peter Pan? IBC Coaching. https://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/o-que-e-sindrome-do-peter-pan/
Martinhago, F., & Caponi, S. (2019). Controvérsias sobre o uso do DSM para diagnósticos de transtornos mentais. Physis, 29(2). https://doi.org/10.1590/S0103-73312019290213
Morin, E. (2008). O método 3: O conhecimento do conhecimento.Sulina.
Morin, E. (2009). Cultura de massa no século XX: Neurose. Forense Universitária. (Edição brasileira de L’esprit du temps).
Murray, S. (2024). Reverse ageism is real and overlooked. Knowledge at Wharton: A Business Journal from the Wharton School of the University of Pennsylvania. https://knowledge.wharton.upenn.edu/article/reverse-ageism-is-real-and-overlooked/
Olivieri, F. (2024). Geração Z, Millennials e Boomers: Em que ano começou cada geração? Revista Exame. https://exame.com/pop/geracao-z-millennials-e-boomers-em-que-ano-comecoucada-geracao/
Platão. (séc. IV a.C./2001). Crátilo. Instituto Piaget.
Postman, N. (1994). The disappearance of childhood. Vintage.
Strauss, W., & Howe, N. (1991). Generations: The history of America’s future, 1584 to 2069 (1st ed.).New York: Quill.
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Todas as Artes

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
- Declaração de consentimento
- Declaration of Consent
- § Todos os trabalhos publicados na revista Todas as Artes são abrangidos pela Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Sob estes termos os autores conservam os seus direitos de autor e concedem à revista o direito de primeira publicação, permitindo a publicação, reprodução, distribuição, exposição e armazenamento do trabalho a nível nacional e internacional e em todos os formatos, formas e meios de comunicação atualmente conhecidos ou a desenvolver no futuro, incluindo formatos impressos, eletrónicos e digitais.
- § Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- § Os autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir o seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
