A inefabilidade do Transcendente – Belo, Bem, Deus – em Plotino e Wittgenstein
Abstract
No neoplatonismo de Plotino, poder-se-á encontrar a identificação da Unidade Primordial com o belo e com o bem em-si. No entanto, a primeira hipóstase é caracterizada pela sua inefabilidade, pois não é inteligível e encontra-se para além do próprio ser. Neste sentido, este pensamento assemelha-se à declaração de Wittgenstein, presente no Tractatus, de que as proposições, devido à sua limitação, não podem expressar o místico e inefável, como o Belo e o Bem. Assim sendo, neste ensaio analisar-se-á a ininteligibilidade e a inefabilidade do Belo, expressa por Plotino, nas Enéadas, e pretender-se-á concluir, apesar das grandes diferenças entre ambos os sistemas, a convergência de tal pensamento com a filosofia do Tractatus Logico-Philosophicus.
Palavras-chave: Belo, Inefável, Plotino, Wittgenstein, Místico.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Marco António Moreira Dias

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

