A inefabilidade do Transcendente – Belo, Bem, Deus – em Plotino e Wittgenstein

Autores

  • Marco António Moreira Dias Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Resumo

No neoplatonismo de Plotino, poder-se-á encontrar a identificação da Unidade Primordial com o belo e com o bem em-si. No entanto, a primeira hipóstase é caracterizada pela sua inefabilidade, pois não é inteligível e encontra-se para além do próprio ser. Neste sentido, este pensamento assemelha-se à declaração de Wittgenstein, presente no Tractatus, de que as proposições, devido à sua limitação, não podem expressar o místico e inefável, como o Belo e o Bem. Assim sendo, neste ensaio analisar-se-á a ininteligibilidade e a inefabilidade do Belo, expressa por Plotino, nas Enéadas, e pretender-se-á concluir, apesar das grandes diferenças entre ambos os sistemas, a convergência de tal pensamento com a filosofia do Tractatus Logico-Philosophicus.

Palavras-chave: Belo, Inefável, Plotino, Wittgenstein, Místico.

 

DOI: https://doi.org/10.21747/civitas/13a8

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Publicado

2025-12-29