As línguas nativas de São Tomé e Príncipe como línguas de herança
Abstract
As três línguas nativas de São Tomé e Príncipe, o angolar, o forro e o lung’ie, cuja formação remonta à fase de povoamento das ilhas, constituem, porventura, a face mais visível de uma nova sociedade e de novas identidades que se foram construindo. Outrora amplamente faladas, hoje são línguas minoritárias ameaçadas face ao papel hegemónico do português. Em virtude das suas características sociais e linguísticas, propomos que devem (também) ser tratadas como línguas de herança, com falantes de herança, cujo declínio se observa simultaneamente a nível individual (erosão linguística) e societal (shift ou substituição). Face à situação cada vez mais crítica em que este património linguístico se encontra, revemos, sumariamente, o seu estado de documentação e planeamento e esboçamos algumas considerações gerais relativamente ao processo de revitalização linguística.
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