A competência metafórica de falantes PLNM (São Vicente - Cabo Verde)
Resumo
Nas últimas décadas – e por influência da importância ganha pela competência comunicativa –, o foco do estudo linguístico tem privilegiado não tanto o sistema de um dado idioma, mas, antes, o uso autêntico da língua do dia-a-dia, o que permitiu acrescentar a competências fundamentais já antes estudadas ainda algumas outras, tais como a competência pragmática, discursiva, textual ou narrativa. Na perspetiva do ensino e aprendizagem da língua não materna, o reconhecimento da variedade linguística e cultural implica compreender a linguagem em situação de uso. Ora, a linguagem figurada faz parte indissociável do nosso dia-a-dia, uma vez que, para nos exprimirmos em contextos concretos optamos pelo modo metafórico em detrimento da linguagem literal (Batoréo, 2004, p.15). O estudo do item lexical ‘orelha’ permitiu constatar o elevado nível de produtividade deste vocábulo, sendo utilizado em frequentes expressões da linguagem popular e familiar e contribuindo para a produção de termos e expressões linguísticas de diversas áreas do conhecimento. Interessou-nos, assim, analisar a competência de compreensão de expressões figuradas, por falantes não-nativos, considerando a plurissignificação do lexema ‘orelha’ (foi considerado o singular e o plural e também expressões em que a palavra aparece hifenizada ou não hifenizada) e o seu emprego natural na comunicação.
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