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PRISMA.COM é uma publicação online dedicada à investigação na interseção da comunicação, informação e tecnologia. É propriedade da unidade de investigação CIC.Digital Porto (Centro de Investigação em Comunicação, Informação e Cultura Digital).

 

 

 

 

 

 

 

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Já está publicado o nº 40 da Revista Prisma.com

 

Especial International Wiki Scientific Conference

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Publicado: 2019-12-20
 

[NOVAS DATAS] Chamada de trabalhos para número especial sobre Estratégias mediáticas digitais, até 31 de janeiro de 2020

 

Revista PRISMA.COM (número especial, março de 2020)

 

 

Editores: Vasco Ribeiro (Universidade do Porto/CITCEM); João Figueira (Universidade de Coimbra/CEIS20); Thaïs de Mendonça Jorge (Universidade de Brasília)

 

Da mesma forma que o Jornalismo está a passar por uma profunda redefinição e reorganização do seu campo de atuação (Rusbridger, 2018; Nielsen, 2016; Bell, 2014; Anderson et al 2013; Clarke, 2013; Jorge, 2013; McChesney & Nichols, 2010; Leonard & Schudson, 2009), agudizada por uma crise que demora a terminar, também a Assessoria de Imprensa — que para além de embrião das Relações Públicas (Cutlip, 1994), sempre foi a tática mais eficaz na projeção para o espaço público de produtos (Bernays, 1971), serviços, instituições e personalidades — tem vindo a perder peso nos processos de comunicação estratégica (Ribeiro & Jorge, 2018). Basta recuar 10 anos para recordar que não havia promoção e construção de reputação sem o respaldo de um conjunto de notícias nos media e, por isso mesmo, as agências de comunicação contratavam jornalistas ou estudantes de jornalismo para formatar os conteúdos promocionais de acordo com as convenções jornalísticas (Maat, 2008; Lewis et al, 2008; Kopplin & Ferraretto, 2001). Em toda a História da indústria da persuasão (desde os ancestrais press agents, a passar pelospublicists ou os public relations), a relação com os media sempre foi a área de maior eficácia e, por consequência, de maior rentabilidade (Lloyd & Toogood, 2015; Macnamara, 2014; Miller, 2008).

Com a chegada das redes sociais a promoção deixou de ser do hegemónico controlo de assessores de imprensa e de comunicação, pois qualquer cidadão começou a ter a capacidade de, com um simples clique, disseminar informação para um número considerável de pessoas (Castells, 2012; 2009; Wu et al, 2011). Também a criação de opinion makers se democratizou e todos assistimos à proliferação da enorme tribo de influencers que exibem mais fãs e seguidores que personalidades da mais alta esfera política, cultural ou desportiva (Ekdale, 2019), assim como um qualquer cidadão sem formação específica na construção de informação ou sem reputação reconhecida pode superar as audiências dos grandes media (Allcott & Gentzkow, 2017). Na política, a onda de populismo ganhou espaço público e conquistou o eleitorado, não através dos media tradicionais (porque interpretam e medem a credibilidade), mas através do uso, praticamente exclusivo, das redes sociais (Figueira & Santos, 2019).

Apesar de as práticas da Assessoria de Imprensa terem acompanhado a queda do Jornalismo, como duas atividades que sempre foram coniventes no processo mediático, a indústria da persuasão soube adaptar-se a esta nova vaga, mudando o seu modus operandi, readaptando-se ao comportamento e às exigências do Mercado (Johnston & Rowney, 2018). As agências de comunicação encurtaram os departamentos de media relations e public affairs, recuperaram a eficácia dos ancestrais eventos e souberam criar novos departamentos de digital (Ribeiro & Jorge, 2018), nos quais a gestão de redes sociais assume o protagonismo funcional.

Neste contexto, a revista Prisma.com propõe a chamada de trabalhos dedicados ao tema “Estratégias Mediáticas Digitais” com o objetivo de lançar uma publicação que reúna trabalhos de reflexão teórica e/ou apresentação de estudos empíricos de como a assessoria de imprensa opera em ambiente digital. Assim, é do particular interesse da equipa de editores deste número todos os contributos que se foquem em:

 

1. Assessoria de imprensa contemporânea;

2. Assessoria de imprensa ou assessoria digital?;

3. Influenciadores digitais e sua relação com a assessoria de imprensa;

4. As fontes de informação em meios digitais:

5. Formação de comunicadores em ambiente digital;

6. Práticas profissionais de comunicação digital na assessorias de imprensa;

7. Desafios da assessoria de imprensa em meio digital

8. Enquadramento laboral das assessorias de imprensa em tempos digitais;

9. Gestão de crise em ambiente digital;

10. As redes sociais como meio promocional;

11. As relações públicas em ambiente digital;

12. Opinião pública e redes sociais;

13. O efeito e a influência (direta ou indireta) dos meios digitais nas pessoas;

14. Outros estudos de comunicação digital.

 

Os artigos devem ser submetidos até ao dia 31 de dezembro de 2019, através do site da revista Prisma.com, tendo em atenção as Instruções para os autores. Aceitam-se artigos que se enquadram no tema, “Estratégias mediáticas digitais”, em português, espanhol, francês ou inglês.

 

PRISMA.COM é uma publicação online dedicada à investigação na intersecção da Comunicação, Informação e Tecnologia. É propriedade da unidade de investigação CIC.Digital-Porto – Centro de Investigação em Comunicação, Informação e Cultura Digital. 

A revista PRISMA.COM publica: a) artigos de natureza teórica, ensaística ou de comentário e reflexão, bem como trabalhos monográficos nos domínios das Ciências, Artes e Tecnologias da Comunicação e da Informação; b) trabalhos de natureza empírica, privilegiando a sua natureza inter e transdisciplinar; c) Recensões críticas da literatura própria destes domínios; d) noticiário sobre atividades em curso ou a desenvolver, bem como entrevistas e outros materiais de carácter informativo e de divulgação nestas áreas do conhecimento.

 
Publicado: 2019-11-18
 
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