«Encenar a nação» — a diplomacia cultural do Estado Novo português através dos Centros de Informações de Genebra e Roma

Autores

  • Carla Ribeiro

Resumo

Este artigo aborda os esforços da diplomacia cultural portuguesa no estrangeiro, no período pós-II Guerra Mundial. Baseando-se na noção de soft power teorizada por Joseph Nye, a investigação centra-se nos primeiros Centros de Informação Portugueses, em Genebra e Roma, criados pelo ministro português nestas cidades, António Ferro. Recorrendo sobretudo a fontes documentais inéditas do fundo do Secretariado Nacional de Informação, procurou-se elucidar sobre a sua orgânica, a sua relação com o poder central, bem como examinar as actividades desenvolvidas e os resultados alcançados. Assumiu-se como hipótese de trabalho que os Centros funcionaram numa lógica de defesa do país, parte de uma estratégia para «seduzir» uma Europa democratizada do pós-guerra, face ao regime ditatorial do Estado Novo, que persistia em manter um Império Colonial.

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Publicado

2022-01-17

Edição

Secção

Vária