Entre a carta e a flecha: Senhorios coloniais e indígenas nas fronteiras dos sertões da Capitania da Bahia, 1650-1680

Autores

  • Hélida Santos Conceição Universidade do Estado da Bahia
  • Hiquel Moreira Dias Universidade Federal da Bahia

Resumo

Este artigo investiga os conflitos e a dinamização das fronteiras nos sertões da Capitania da Bahia através do significativo aumento das concessões de sesmarias na década de 1670. Demonstra que a instalação de propriedades agrícolas na região do Rio Paraguaçu consolidou a formação de uma fronteira que serviu de escudo para manter os indígenas afastados das vilas e freguesias do Recôncavo. A guerra contra as nações indígenas tinha o objetivo de garantir aos colonos o acesso a caminhos e estradas que ligavam o recôncavo aos sertões, o estabelecimento de fazendas de criação de gado nas terras indígenas e a continuidade da conquista. Nessa acepção a fronteira é fruto das relações de poder entre os homens e o espaço, portanto, de natureza instável, reversível e contingente.

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Publicado

2025-07-16

Como Citar

Conceição, H. S., & Moreira Dias, H. (2025). Entre a carta e a flecha: Senhorios coloniais e indígenas nas fronteiras dos sertões da Capitania da Bahia, 1650-1680. História: Revista Da Faculdade De Letras Da Universidade Do Porto, 15(1). Obtido de https://ojs.letras.up.pt/index.php/historia/article/view/14895