Entre a carta e a flecha: Senhorios coloniais e indígenas nas fronteiras dos sertões da Capitania da Bahia, 1650-1680
Resumo
Este artigo investiga os conflitos e a dinamização das fronteiras nos sertões da Capitania da Bahia através do significativo aumento das concessões de sesmarias na década de 1670. Demonstra que a instalação de propriedades agrícolas na região do Rio Paraguaçu consolidou a formação de uma fronteira que serviu de escudo para manter os indígenas afastados das vilas e freguesias do Recôncavo. A guerra contra as nações indígenas tinha o objetivo de garantir aos colonos o acesso a caminhos e estradas que ligavam o recôncavo aos sertões, o estabelecimento de fazendas de criação de gado nas terras indígenas e a continuidade da conquista. Nessa acepção a fronteira é fruto das relações de poder entre os homens e o espaço, portanto, de natureza instável, reversível e contingente.
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