Verso e Universo: Revisitando a Máquina do Mundo camoniana (Os Lusíadas X 74-90)
Resumo
Com este artigo pretendemos revisitar a descrição geocêntrica e poética da Máquina do Mundo camoniana, que alia astronomia e poesia. Veremos o contexto da sua intercalação em Os Lusíadas X 74-90, as fontes em que Camões se terá inspirado e a razão por que a obra, publicada em 1572, três décadas após a difusão da teoria heliocêntrica, mantém presente o modelo ptolomaico das esferas celestes, revisitado e cristianizado ao longo de séculos. Mostraremos, ainda, como no final da epopeia Camões destrói a «maquinaria mitológica», que tão útil lhe havia sido em termos de deleite poético. Por fim, apresentaremos exemplos técnicos e artísticos deste modelo cosmológico, alguns dos quais faziam parte da cultura visual pré-moderna.
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