Verso e Universo: Revisitando a Máquina do Mundo camoniana (Os Lusíadas X 74-90)

Autores

  • Celeste Pedro Instituto de Filosofia da Universidade do Porto
  • Manuel Ramos Instituto de Filosofia, CITCEM, Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Resumo

Com este artigo pretendemos revisitar a descrição geocêntrica e poética da Máquina do Mundo camoniana, que alia astronomia e poesia. Veremos o contexto da sua intercalação em Os Lusíadas X 74-90, as fontes em que Camões se terá inspirado e a razão por que a obra, publicada em 1572, três décadas após a difusão da teoria heliocêntrica, mantém presente o modelo ptolomaico das esferas celestes, revisitado e cristianizado ao longo de séculos. Mostraremos, ainda, como no final da epopeia Camões destrói a «maquinaria mitológica», que tão útil lhe havia sido em termos de deleite poético. Por fim, apresentaremos exemplos técnicos e artísticos deste modelo cosmológico, alguns dos quais faziam parte da cultura visual pré-moderna.

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Publicado

2026-01-09

Como Citar

Pedro, C., & Ramos, M. (2026). Verso e Universo: Revisitando a Máquina do Mundo camoniana (Os Lusíadas X 74-90). História: Revista Da Faculdade De Letras Da Universidade Do Porto, 15(2). Obtido de https://ojs.letras.up.pt/index.php/historia/article/view/15407