Mobilidade da população de origem europeia na América Portuguesa no século XVII: povoamento, negócios e conflitos armados
Resumo
A presença portuguesa na América sempre foi acompanhada por uma forte mobilidade. Quer ao longo da costa, quer em direção ao interior, os portugueses deslocaram-se com o intuito de obter novas terras, recursos, negociar, combater ou evangelizar. Este artigo pretende analisar essa mobilidade, estudando as motivações individuais, através, por exemplo, de um cruzamento com as ocupações e os locais onde esta circulação ocorria ao longo do século XVII. Utilizando os processos inquisitoriais como fonte principal, pretende-se compreender o papel das cidades e vilas dos estados do Brasil e do Maranhão e do Grão-Pará na deslocação dos indivíduos não só em direção ao interior, onde a presença portuguesa se foi consolidando de forma gradual, mas também entre as diversas capitanias. Assim, a função dos principais povoamentos, tais como Salvador da Baía, Olinda, Recife, Rio de Janeiro ou Belém do Pará, será analisada como ponto de chegada para a população europeia, mas também como local de partida de uma migração radial em direção ao sertão e como plataforma de mobilidade entre os principais polos de ocupação humana de cada uma das capitanias. Em última instância, pretende-se discutir o papel da indústria açucareira, da religião e dos combates contra populações nativas ou povos europeus na circulação dos portugueses neste território ao longo de Seiscentos.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 História: revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0.
Os autores cedem à Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto - História o direito exclusivo de publicação dos seus textos, sob qualquer meio, incluindo a sua reprodução e venda em suporte papel ou digital, bem como a sua disponibilização em regime de livre acesso em bases de dados.
Não são cobradas taxas (APC's) nem de submissão, nem de publicação dos artigos.