Mobilidade da população de origem europeia na América Portuguesa no século XVII: povoamento, negócios e conflitos armados

Autores

  • Diogo Andrade Cardoso CITCEM e Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto

Resumo

A presença portuguesa na América sempre foi acompanhada por uma forte mobilidade. Quer ao longo da costa, quer em direção ao interior, os portugueses deslocaram-se com o intuito de obter novas terras, recursos, negociar, combater ou evangelizar. Este artigo pretende analisar essa mobilidade, estudando as motivações individuais, através, por exemplo, de um cruzamento com as ocupações e os locais onde esta circulação ocorria ao longo do século XVII. Utilizando os processos inquisitoriais como fonte principal, pretende-se compreender o papel das cidades e vilas dos estados do Brasil e do Maranhão e do Grão-Pará na deslocação dos indivíduos não só em direção ao interior, onde a presença portuguesa se foi consolidando de forma gradual, mas também entre as diversas capitanias. Assim, a função dos principais povoamentos, tais como Salvador da Baía, Olinda, Recife, Rio de Janeiro ou Belém do Pará, será analisada como ponto de chegada para a população europeia, mas também como local de partida de uma migração radial em direção ao sertão e como plataforma de mobilidade entre os principais polos de ocupação humana de cada uma das capitanias. Em última instância, pretende-se discutir o papel da indústria açucareira, da religião e dos combates contra populações nativas ou povos europeus na circulação dos portugueses neste território ao longo de Seiscentos.

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Publicado

2026-01-09

Como Citar

Andrade Cardoso, D. (2026). Mobilidade da população de origem europeia na América Portuguesa no século XVII: povoamento, negócios e conflitos armados. História: Revista Da Faculdade De Letras Da Universidade Do Porto, 15(2). Obtido de https://ojs.letras.up.pt/index.php/historia/article/view/15412