A clivagem Estado-Igreja na Monarquia Liberal (1820-1910)

Autores

  • Manuel M. Cardoso Leal Centro de História da Universidade de Lisboa

Resumo

A clivagem Estado-Igreja esteve no centro da guerra entre o liberalismo e o absolutismo. Mas o Estado liberal não estava contra a religião nem contra a Igreja no seu todo; até definira o catolicismo como sua religião oficial. Vencido o absolutismo e eliminado o poder financeiro da Igreja, uma nova clivagem surgiu, mais dialogada, na qual o Estado exercia controlo em especial sobre a nomeação de bispos e párocos, mas evitando hostilizar a Igreja. No final do século, quando a clivagem estava pacificada, outra clivagem se formou, tendo o Estado e a Igreja no mesmo lado, contra um anticlericalismo laicista e republicano, no outro, que foi crescendo de tensão até à vitória republicana.

Biografia Autor

Manuel M. Cardoso Leal, Centro de História da Universidade de Lisboa

Manuel M. Cardoso Leal é doutorado em História Contemporânea (2016) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma tese dedicada ao sistema partidário no século XIX; é investigador integrado no Centro de História da mesma Universidade. Tem centrado a sua investigação na história política dos séculos XIX e XX. Além de artigos em obras coletivas e revistas académicas, tem dois livros publicados: um, em 2018, sobre o Visconde de Seabra (1798-1895), autor do projeto do primeiro Código Civil Português; e outro, em 2013, sobre José Luciano de Castro. Um Homem de Estado (1834-1914).

ORCID: 0000-0001-7466-7699

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Publicado

2021-01-14

Como Citar

Leal, M. M. C. (2021). A clivagem Estado-Igreja na Monarquia Liberal (1820-1910). História: Revista Da Faculdade De Letras Da Universidade Do Porto, 10(2). Obtido de https://ojs.letras.up.pt/index.php/historia/article/view/9157

Edição

Secção

Dossier temático