A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch, e Memórias do cárcere e Infância, de Graciliano Ramos:
um olhar sobre o texto como tecido da cultura/contexto em narrativas de memórias
Palavras-chave:
Memórias, Texto como tecido da cultura, Svetlana Aleksiévitch, Graciliano RamosResumo
O artigo investiga as memórias registradas nas obras A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch, e Memórias do Cárcere e Infância, de Graciliano Ramos, objetivando identificar que tais textos se revelam como tecidos da cultura dos momentos históricos nos quais foram construídos. A metodologia utilizada para o desenvolvimento do trabalho foi a pesquisa bibliográfica e documental, além de uma leitura cotejada das obras em análise. Tal procedimento considerou particularidades que caracterizam as referidas obras, relacionando seus conteúdos e processos de criação ao constructo cultural no qual foram elaboradas. Conclui-se a pesquisa sugerindo que retomar tais textos poderia contribuir para desenvolver análises, debates e estudos antropológicos, socio-político-econômicos e sociológicos que provocassem a eliminação ou atenuação de problemáticas que a sociedade brasileira (e mundial) vem enfrentando e mantendo vigentes, como a violência.
DOI
https://doi.org/10.21747/2182-9748/cem19v2
