Os Lugares Santos nos retábulos portugueses:
as cruzes em madeira de oliveira e madrepérola da Terra Santa (sécs. XVII-XIX)
Palavras-chave:
Custódia da Terra Santa, Crucifixo de altar, Redes, IndulgênciasResumo
A distância entre Portugal e os Lugares Santos era vencida pela omnipresença de várias referências bíblicas no quotidiano dos fiéis. O Comissariado da Terra Santa em Portugal (1621-1833), instituição franciscana intimamente ligada à Custódia da Terra Santa, vocacionada à recolha e envio de esmolas para o sustento da instituição, reforçou esta relação. A generosidade dos benfeitores era retribuída com a oferta de objetos de devoção, produzidos na Terra Santa, em madeira de oliveira e madrepérola. O presente estudo pretende contextualizar e expor esta prática como mecanismo de fomento da piedade, indagando sobre a presença deste tipo de peças nos retábulos portugueses, olhando-os para além — mas não só — da materialidade que apresentam.
DOI
https://doi.org/10.21747/2182-9748/cem19a4
