‘Queres que te faça um desenho?’
Os mapas mentais como instrumento diagnóstico no ensino de Geografia
Resumo
No ensino da Geografia, os mapas mentais constituem-se como uma metodologia
capaz de desenvolver competências ao nível da representação espacial, envolvendo os
alunos no processo de aprendizagem. Entre outras aplicações, a sua utilização como instrumento
didático pode permitir, ao professor, detetar a apreensão de conhecimentos prévios e
consolidados dos seus alunos que, raramente, conseguem exprimir pela oralidade ou pela escrita.
Ou seja, trata-se de uma ferramenta de trabalho que pode constituir-se como um ótimo
instrumento de avaliação diagnóstica. Em linha com este pressuposto, questionamo-nos “em
que medida o uso de “mapas mentais” pode constituir uma estratégia didática facilitadora da
avaliação diagnóstica?”, a qual deu lugar a um conjunto de objetivos cuja resposta foi obtida a
partir da concretização de 5 etapas de trabalho. Estas, por sua vez, desenvolveram-se sucessivamente,
desde o exercício de motivação à construção dos mapas mentais pelos alunos, com a
respetiva aferição das aprendizagens suportada num conjunto de indicadores selecionados a
partir de sistematização teórica. No final, aplicamos uma ficha formativa para aferir as aprendizagens
e um inquérito de apreciação dos trabalhos realizados. Posteriormente, como divulgação
entre a comunidade escolar, procedeu-se a uma exibição dos mapas mentais desenvolvidos
pelos alunos. Os resultados alcançados confirmam a perspetiva de diversos autores: os
elementos incorporados nos mapas mentais são tão mais rigorosos, quanto maior o conhecimento na avaliação formativa e sumativa.
que os alunos têm sobre determinada área ou tema. Tendo em conta os resultados desta
investigação-ação, tudo indica que os mapas mentais se constituem como um importante instrumento
de avaliação diagnóstica – constatação baseada na observação dos resultados obtidos
antes e após a lecionação dos conteúdos, assim como, com base nas classificações obtidas
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