Trabalho, habitação e previdência – O cerco aos pescadores no Estado Novo (1937-1974)
Resumo
Os bairros de pescadores implantados na costa atlântica portuguesa, cerca de 2 700 fogos construídos entre 1940 e 1970, são o testemunho persistente do corporativismo do Estado Novo no setor das pescas, espelhando as suas contradições. Os pescadores foram integrados em instituições de cariz totalitário, de forma a garantirem a (re)produção social necessária à manutenção de mão de obra abundante e dócil, numa atividade económica considerada essencial. Os bairros de pescadores não constituem uma política habitacional estruturada e sistemática, mas uma ideia de paternalismo e dirigismo estatal, que visou o imobilismo social. Este artigo pretende rever o lugar dos pescadores na “organização corporativa” e perceber como o acesso à habitação contribuiu para manter o grupo socioprofissional apaziguado.
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