Formação de professores no contexto da linguística aplicada: o que dizem os estagiários sobre a experiência de sala de aula
DOI:
https://doi.org/10.21747/21833958/red17a7Palavras-chave:
Estágio Docente, Formação de Professor, Linguística AplicadaResumo
Discutir sobre o estágio de regência permite descortinar o agir professoral do professor- formador e apresentar situações vividas pelo estagiário em sua experiência de sala de aula. Neste texto, refletimos sobre a formação inicial de professores de língua portuguesa, no Brasil, a partir de representações que o estudante-estagiário faz de sua experiência em sala de aula da educação básica. A pesquisa foi realizada em uma universidade do Nordeste brasileiro, no período de 2022 a 2024. Os dados analisados foram gerados por meio de questionários, entrevistas de explicitação e sessão de autoconfrontação. Para este artigo, utilizamos respostas dadas a uma entrevista de explicitação sobre o curso de Letras e a experiência de estágio de regência. Analisamos os dados com base no interacionismo sociodiscursivo (Bronckart, 2009, 2023), ressaltando o contexto de produção e o conteúdo temático. Duas perguntas motivam a discussão: (1) Qual é a importância do estágio de regência em sua formação inicial? (2) De que maneira o curso de Letras/Licenciatura contribui para o momento do estágio de regência? Nossos objetivos são compreender as representações dos estagiários sobre a sua formação inicial; e contribuir para a discussão sobre a formação de professores de língua portuguesa. Os resultados mostraram que o estágio de regência é um momento de muitos conflitos devido a confrontos de teorias e práticas docentes. Por isso, o Curso de Letras poderia in- vestir em disciplinas teórico-práticas.
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