Echoes of structural racism in digital discourses
DOI:
https://doi.org/10.21747/21833958/red16a7Keywords:
Discourse Analysis, Structural Racism, Doll TestAbstract
This article analyzes online users’ comments regarding a racism complaint made by a Black teacher about the arrangement of dolls in a store display, discussing the connection between this case and the "Doll Test" conducted by Kenneth and Mamie Clark in the 1940s. It is argued that these comments, by denying the existence of racism and blaming the victim, exemplify structural racism. The aim is to investigate how racist discourses circulate in Brazilian society and their impacts. The theoretical and methodological foundation are based on Discourse Analysis, with a focus on three statements from the comments section of an online news article. The results indicate that the analyzed statements, despite employing different strategies, align with the same discursive formation that perpetuates racial inequality by discrediting the victim and naturalizing racism. It is concluded that the critical analysis of racist discourse is crucial to combat racial discrimination and promote equality.
References
Ahmed, S. (2024). Racismo institucional: colonialismo, injustiça epistêmica e trauma cumulativo. Londres: Routledge. https://doi.org/10.4324/9781003187073
Almeida, S. (2019). O que é racismo estrutural? São Paulo: Pólen.
Alves, PP, et al. (2020). Atlas da Violência. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/download/24/atlas -daviolencia-2020>. Acesso em: 26 dez. 2024.
Baronas, RL (Org.). (2007). Análise do discurso: Apontamentos para uma história da noção-conceito de formação discursiva. São Carlos: Pedro & João Editores.
Bell Jr., DA (2021). Brown v. Board of Education e o dilema da convergência de interesses. Revista Direito e Práxis, 12(2), 1454–1472. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/59770. Acesso em: 1 mar. 2024.
Bento, C. (2022). O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras.
Bueno, S., Pacheco, D., & Nascimento, T. (2020). O crescimento das mortes decorrentes de intervenções policiais no Brasil. Anuário Brasileiro de Segurança Pública (14ª ed.). São Paulo. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2021/02/anuario-2020-final-100221.pdf. Acesso em: 21 dez. 2021.
Cardoso, L. (2010). Branquitude acrítica e crítica: A supremacia racial e o branco anti-racista. Revista Latinoamericana de Ciências Sociais, Niñez y Juventud, 8(1), 607–630.
Cardoso, L. (2020). O branco ante a rebeldia do desejo: Um estudo sobre o pesquisador branco que possui o negro como objeto científico tradicional. Curitiba: Apr.
Carneiro, S. (2023). Dispositivo de racialidade: A construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Schwarcz-Companhia das Letras.
Domingues, P. (2005). O mito da democracia racial e a mestiçagem no Brasil (1889–1930). Diálogos Latinoamericanos, (10), 0.
Figueiredo, A.A.A., & Góis, MLS (2021). A representação e o discurso racista. Em SM de Melo, P. Navarro, & ES Bernardes (Orgs.), A subjetividade do sujeito mulher, do sujeito negro, do sujeito indígena na sociedade contemporânea sob as lentes discursivas (pp. 151-178). Campinas: Mercado de Letras.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). (2020). Anuário brasileiro de segurança pública (14ª ed.). São Paulo. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content /uploads/2021/02/anuario-2020-final-100221.pdf. Acesso em: 17 nov. 2024.
Foucault, M. (2008). A arqueologia do saber (7ª ed., Trad. LFB Neves). Rio de Janeiro: Forense Universitária.
Foucault, M. (2012). A ordem do discurso: Aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970 (Trad. LFA Sampaio). São Paulo: Edições Loyola.
Gomes, Holanda (2019). O movimento negro educador: Saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: Vozes.
Gonçalves, L. (2020). Por um feminismo afro-latino-americano: Ensaios, disciplinas e diálogos (Orgs. F. Rios & M. Lima). Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Góes, L. (2016). Tradução de Lombroso na obra de Nina Rodrigues: O racismo como base estruturante da criminologia brasileira. Rio de Janeiro: Editora Revan.
Góis, MLS, & Rodrigues, LS (2024). O conceito de representação discursiva. In SM Melo & P. Navarro (Orgs.), Discurso & Sociedade: reflexões emergentes em tempos de crise (pp. 159–190). Campinas: Pontes.
Lawrence, K., & Keleher, T. (2004). Racismo estrutural. Em Race and public policy conference.
Moinhos, CW (2023). O contrato racial (Edição comemorativa de 25 anos). São Paulo: Schwarcz-Companhia das Letras.
Moura, C. (2014). Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas (5ª ed.). São Paulo: Anita Garibaldi/Fundação Maurício Grabois.
Nascimento, A. (2016). O genocídio do negro brasileiro: Processo de um racismo mascarado (3ª ed.). São Paulo: Editora Perspectiva.
Patrício, C. (2023). A dor invisível: Reflexões sobre o sofrimento do homem negro numa sociedade patriarcal e racista. Pré-impressões SciELO. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7021. Disponível em: <https://preprints.scielo.org /index.php/scielo/preprint/view/7021>. Acesso em: 11 dez. 2024.
Ramos, S. (2020). Racismo, motor da violência: Um ano da Rede de Observatórios da Segurança. Rio de Janeiro: CESeC.
Ribeiro, D., et al. (2020). A cor da violência policial: A bala não erra o alvo. Rio de Janeiro: CESeC.
Schwarcz, LM (1993). O espetáculo das raças: Cientistas, instituições e questão racial no Brasil (1870–1930). São Paulo: Companhia das Letras.
Schwarcz, LM (1996). As teorias raciais, uma construção histórica de finais do século XIX: O contexto brasileiro. In R. Queiroz & L. Schwarcz (Orgs.), Raça e diversidade (pp. 147–185). São Paulo: Edusp.
Spivak, GC (2014). O subalterno pode falar? Belo Horizonte: Editora UFMG.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Jhonatans Adriano Oliveira, Marcos Lúcio de Sousa Góis

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
The authors give to REDIS. Revista de Estudos do Discurso the exclusive right to publish its texts, in any medium, including their reproduction and sale in paper or digital format, as well as their availability in a free access regime in databases.

